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  • 14 de jul. de 2024
  • 6 min de leitura

Atualizado: 15 de jul. de 2024

Análise do episódio 13: 'Volta da Vitória' da Temporada 6 de 'All American'

Os produtores não perderam tempo ao iniciar o episódio 13 diretamente na casa da família James, tentando entender por que Spencer não foi escolhido por nenhuma franquia no Draft, quebrando todas as expectativas inimagináveis para quem não conhece a história do verdadeiro Spencer Paysinger.


Logo descobrimos que, mais do que a exaustão de participar de todos os compromissos que um novato enfrenta para ingressar em alguma franquia da NFL, a crítica de Spencer James sobre o sistema falho da liga, feita em conversa com outros novatos no hotel onde era realizado o NFL Combine, acarretou consequências que mudariam o rumo de sua vida.


Eric está certo quando diz que a "NFL (assim como qualquer outra liga, diga-se), é antes de tudo um negócio. Se um jogador faz um comentário (ou age como Colin Kaepernick, como bem lembrou Grace James) que é prejudicial ao seu escudo e à sua integridade, eles têm um histórico de fazer com que ele desapareça."


Isso é brutalmente real em todos os níveis. É uma questão profunda que abre debate para discussão sobre política e esporte. Geralmente, defensores de uma causa, seja ela qual for, são severamente reprimidos por uma liga ou organização, o que torna o ativista um inimigo público, trazendo punições severas apenas para si mesmo como um fato isolado.


Isso não começou com Colin Kaepernick. O histórico de atletas que desafiaram o status quo em prol de algo maior que si mesmos, independente da punição, transforma pessoas e gestos em símbolos atemporais.


Com as Olimpíadas chegando sob esse novo cenário, quem nunca ouviu falar de Tommie Smith e John Carlos com os punhos estendidos em 68 no México? O gesto abstraiu o símbolo de seu ator, mas as consequências posteriores extinguiram suas carreiras. O presidente do Comitê Olímpico Internacional na época disse que eles tiveram "postura ultrajante" que violou "os princípios básicos dos Jogos Olímpicos."


É assim nos esportes, na sociedade... Desafiar o sistema é ser condenado como pessoa, em prol da luta de todos. Spencer James estava caminhando para o mesmo fim.


Só com muita serenidade, como propôs a oração de Liv, é possível entender que as coisas fora de nosso controle precisam ser compreendidas de uma maneira muito além do que podemos imaginar.


Mas o dia mesmo era sobre Layla e Jordan, que buscam se casar após tantas instabilidades emocionais que passaram juntos, dentro e fora do campo. Não por acaso isso mexeria com Layla, que confessa estar sentindo falta de sua mãe naquele que seria o grande momento para ela.


Enquanto Jordan surta por não encontrar sua camiseta de linho personalizada, foi um alívio cômico acompanhar o desespero dele quando Asher apareceu com uma camiseta propositalmente menor do que seu tamanho. Mas a melhor atitude dele no dia foi convidar Spencer para ser o oficial que casaria ele e sua amada, trazendo um pouco de carinho depois da enorme frustração que foi a noite anterior.


Com o grande posto, vem a grande responsabilidade. A primeira coisa que Spencer buscou foi a Bíblia, esquecendo que ele não foi convidado pela sua devoção religiosa, mas sim pelo grande coração que tem. Grace James e D'Angelo o lembram que os desafios diários do casamento mostram que tudo vale a pena se você souber superar os maus momentos.


Enquanto o fracasso épico tomou conta de todos no último episódio, Coop enfim conseguiu ingressar na Lista do Reitor.


Explicação rápida: a Lista do Reitor é um prêmio acadêmico ou nota concedida a estudantes que se destacaram em seus estudos em uma faculdade ou universidade. Esses requisitos variam de acordo com a instituição, mas na maioria dos casos, os alunos devem se matricular em período integral, obter uma média de notas específica durante o período acadêmico e manter uma média de notas cumulativa específica durante toda a matrícula.


Até aquele ponto, só ela conseguiu alcançar seu objetivo.


Sua namorada, Patience, após a resolução do caso Mikko, acaba por ficar sem espaço na história. Por isso, o convite para atuar na Broadway repentinamente parece ser o caminho natural para a deixa dela na série.


Sentindo as inseguranças de Layla, a Sra. Baker entregou um singelo presente que continha os pares de brincos usados pela mãe da noiva. Mais uma vez, as pessoas se importam umas com as outras e cuidam delas na série. Isso é muito raro fora das telas.


É a vez de Olivia entregar seu presente para seu irmão Jordan. O único ponto negativo em sua fala é usar "blackmail", que tem uma conotação racista, não importa quão 'leve' isso tenha sido.


A camisa de linho que enlouqueceu Jordan ganhou uma simbologia de Billy Baker: o número 22, em mais uma lembrança da série ao falecido pai deles, como tem sido durante toda a temporada.


Falando em irmãos, Dylan e Spencer vestidos para o casamento, passam por um rápido momento saudosista sobre como o tempo voa, como a família progrediu, mas como também é preciso preservar a casa de Grace James, assim como fizeram com a cabana, para que se lembrem sempre de suas raízes em Crenshaw, além de um carinho especial de Dylan ao seu irmão e jogador favorito, como ele precisava.


Quem parecia dar mais um passo para se juntar à família era Luke, que, em meio às dúvidas da mãe de Jordan e Olivia sobre ser ou não o momento ideal para levá-lo a um evento familiar, apareceu na porta, convidado pelo próprio Jordan, permitindo sua chegada definitiva à família.


Eis que chega a hora do casamento. Com uma voz suave e rouca, Patience abre os trabalhos para entrada da madrinha, padrinho e, claro, da noiva.

E, para todos que não chamam de Dylan, finalmente eles poderão casar sem mais problemas à vista. Nem mesmo 'Jordyla' parece ser um empecilho, e enfim, marido e mulher.


Festa bonita, tudo muito bonito e ninguém imagina que o melhor ainda estaria por vir.


Olivia entrega um bonito discurso para Jordan e Layla, e ainda traz citações de Billy Baker e Monica Keating.


Na vez de Asher, de maneira muito singela, comemoramos juntos quando ele parabeniza a si mesmo por superar um problema cardíaco e disputar a final da NCAA.


Depois, quando ele começa falando sobre as mudanças na vida de cada um, o telefone de Spencer toca e, em seguida, o de todos ao seu redor toca, e temos uma surpresa tão épica quanto o fracasso anterior.


Por telefone, Spencer é draftado pelos New York Bobcats, comandados pelo Senhor Montes.

A emoção e a voz embargada de Spencer arrepiam e nos pegam pela forma como tudo aconteceu e como tudo parecia que não ia acontecer.


Com a comunicação oficial de que Daniel Ezra, o ator que interpreta Spencer James, deixará a série na próxima temporada como personagem regular, ou seja, não estará presente em todos os episódios, a virada brutal de narrativa ao avançar 10 meses foi necessária.




Particularmente, é um grande desperdício não poder assistir como seria toda a primeira temporada de Spencer James na NFL. Incluiria momentos de como seria a estreia, quais derrotas mexeriam mais com ele, como as lesões dele ou dos companheiros afetariam seu time, como ele seria visto nas mídias sociais, como ele lidaria com o fato de não ser draftado por sua crítica ao sistema, tudo isso renderia grandes momentos... se ele estivesse na próxima temporada. Como ele mesmo disse, a história dele em Nova York daria um filme. Que nunca veremos!


Isso levanta outra questão: Há vida sem Spencer James na próxima temporada? Realmente será um grande desafio para todos os envolvidos na produção da série.


O salto gigantesco na história trouxe um ar de superficialidade que não combina com a série, mas nos levou de ser draftado por telefone à grande final do Super Bowl em minutos.


Se quisessem aumentar o nível de superficialidade, Patience se apresentaria no Super Bowl como a grande consagração de sua carreira, mas acho que até para eles isso seria demais.


Voltando ao Super Bowl entre New York Bobcats x Texas Apollos, o clichê da equipe estar perdendo e depois recuperar em uma vitória "épica" dá a Spencer James o título de campeão da NFL em seu primeiro ano e mais: o MVP das finais.


Isso instigou muito o desenrolar dessa forma.


Por curiosidade, fomos olhar mais a fundo como foi a carreira do verdadeiro Spencer Paysinger, o jogador que inspirou a história de All American.


Ele foi realmente draftado como agente livre, ou seja, sem ser escolhido no Draft. Na temporada dele como novato, jogou muito pouco, mas fez parte da equipe campeã, o que mostra que ele manteve seu padrão de um novato: nada de extraordinário e não era nenhum fenômeno na NFL, e nem de longe foi o MVP das finais e nem fez os pontos finais do título. Blah! Muito sem graça, né?


Voltamos ao que é melhor. Spencer James se consagrou como o grande fenômeno da história, conquistou o título com a bola decisiva do jogo e entregou seu discurso para Olivia e a verdadeira MVP, Grace James.


A essa altura, Spencer foi campeão, e Olivia é autora do livro mais vendido e já pensa em uma série sobre Billy Baker no próximo ano, além, claro, de uma linha de bonecos que já está nas mãos do pequeno garoto, que gentilmente pede seu autógrafo.


O que já seria um grande final da série, Spencer James leva Olivia para a linha de 22 jardas, vestindo a 22, para pedir a mão dela em casamento.


Este poderia ser facilmente o final da série.


Mas agora é o casamento deles.


---

Nota: 9.5/10


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  • 29 de jun. de 2024
  • 8 min de leitura

Análise do episódio 12: 'Dia do Draft' da Temporada 6 de 'All American'

Depois de um frescor no episódio anterior com a peça teatral sobre 24 horas de Shakespeare, 'All American' volta ao seu arco principal à medida que cresce as tensões para o Draft da NFL.


Spencer e Olivia abrem as cenas com a expectativa de qual time irá recrutar ele. A conversa elucida brevemente como funciona o Draft da NFL, onde os piores times tem preferência nas escolhas para recrutar os jovens universitários, justamente para que eles ganhem bem financeiramente e se tornem o rosto da franquia para que se construa uma equipe sólida e forte ao redor do calouro.


Com isso vamos à Crenshaw com a família James reunida, e, assim como a senhorita Grace, somos surpreendidos por uma postura exuberante que não condiz muito com Spencer: ele presenteia sua mãe com um super carro. O brilho emocionado nos olhos de Spencer ao pedir para que sua mãe aceite o presente traz o valor sentimental da atitude.


Mas ainda sim, gastar com compras luxuosas sem sequer ainda ser draftado é um erro bobo que não se esperava de Spencer James, que sempre foi comprometido com o profissionalismo. Mas como dito na linha anterior, a emoção toma conta dele quase que de forma genuína, querendo agradecer a lealdade aos que sempre o ajudaram.


Embora a atitude seja linda, Eric - enfim, apareceu e na hora certa - percebe ao ser também presenteado com um relógio dourado 'melhor que seu apartamento', que Spencer está cometendo um erro ao gastar dinheiro que ainda não tem, e entrega conselhos valiosos sobre chegar tão perto e não conseguir o resultado esperado.


Em Beverly Hills, é muito bom vermos capa e cores do livro do Billy Baker construído pela Olivia quando é mostrado à sua mãe e Jordan. Mais ainda, torna-lo este, apenas o primeiro de uma série com lançamentos recorrentes dos ensinamentos do ex-treinador. Ainda que tudo dependeria do quanto as pessoas iriam gostar deste primeiro.


Já Ash continua sua saga de encontrar o que fazer depois da saída de Montes da Coastal. Após ser ignorado na passagem rápida do treinador Edison nos corredores da sede, Ash conversa com Jaymee que pede para que seu amor mostre seu valor para o novo treinador. Em um primeiro momento em que Ash volta até lá e abre seu lugar de fala mostrando sua capacidade, e depois entrega a prancheta com detalhes minuciosos sobre os jogadores da Coastal, havia passado a impressão para nós que o treinador teria gostado da idéia.


Até nos darmos conta que sua prancheta estava no lixo horas depois.


Enquanto Layla e um bobo alegre, Jordan trocam passos de danças para o grande casamento que, aparentemente, está prestes a acontecer. No meio disso, ela dá um propósito ao noivo: definir quem será seu padrinho. O que deixa em uma situação desconfortável e com razão. Escolher Spencer ou Asher seria difícil para qualquer um.



Vamos voltar aos primeiros episódios desta temporada agora antes de continuar a análise neste ponto. O treinador Boone, que sempre foi brutalmente honesto, em um papo rápido com Spencer, havia avisado que quando se chega a elite, mais especificamente à NFL, você é tratado como uma mercadoria e que o jovem precisa aprender a lidar com isso.


Mais de dez episódios depois e Spencer ainda não entendeu que, embora tenha discordado ao método que os entrevistadores abordaram questões e a pressão psicológica em que são submetidos os jovens calouros, tem que se seguir à risca a agenda que a organização impõe, mesmo com todos os problemas nisso.


Grandes ligas como NFL, NBA, MLB impõe essa regra universal para jovens calouros.


Quando Spencer rechaça a ideia, por mais que tenha o compromisso de estar presente para sua namorada no lançamento do livro, de estar presentar em um almoço corporativo, isso passa uma mensagem para os proprietários das equipes.


Spencer à essa altura deveria estar comprometido com o que a Liga quer que seja feito. Isso é o diferencia o profissionalismo dele com o do Jordan. Spencer estar para ser draftado por sempre estar focado em chegar lá, Jordan acabou por preferir estar com sua namorada. Essa é a hora do sacrifício em prol de algo maior.


Eric foi enfático ao dizer que não será bom se ele não estiver lá, mas Spencer já revoltado com tudo que passou no NFL Combine, com todo o cronograma que lhe é exigido, optou por não seguir o conselho mais uma vez. Boone avisou lá atrás e agora é o Eric.


Quando Spencer vai embora, Eric avisa para Coop o que definiria o episódio: Tudo o que é preciso para que ele caia no Draft, é que um desses proprietários pense que ele não se importa.


Em um raro momento de lucidez, Jordan conversa com Spencer e conhecendo-o bem, evita falar sobre a possibilidade de ser padrinho no casamento dele. Não porque não o queira, mas por entender que o Spencer vive em um grande momento de pressão agora, com um cronograma apertado e que se tornaria ainda mais caso ele tivesse que tirar um tempo para assumir o compromisso de não só estar em seu casamento, como organizar as coisas como um padrinho faz, e Jordan entendendo instantaneamente isso, anula a ideia em sua cabeça.


Já na sessão de autógrafos do livro, embora não tenha ficado claro qual expectativa que a Liv teve de quem iria comparecer, já que o livro é infantil e não houve nenhuma linguagem para esse público em sua divulgação, e o episódio em todo o momento não deixou claro isso, deu início à decepção de Olivia. Apenas amigos e familiares estavam ali.


Até que Spencer estala os dedos e vários repórteres chegam - em um primeiro momento, pensamos que fossem pessoas interessadas na Olivia, até o Eric aparecer no fim da fila - para jogar holofotes no Spencer segurando um livro do seu antigo mentor. A idéia não pareceria tão ruim se de alguma forma fosse direcionado isso a Olivia, mas ela nem sequer foi selecionada para fotos e sim uma criança qualquer 'emprestada' para a ocasião, o que deixaria Spencer irado.


Tão irado que o Spencer, de maneira irresponsável, quando Coop o chama para o próximo evento diz que "não está tentando ouvir nada do que o Eric tem a dizer", ou seja, a construção do castelo de areia que Spencer estava construindo com toda suas decisões erradas sobre o comprometimento com a NFL ia ganhando forma.


E continuou com Spencer confrontando Eric, que ainda continuava em tom passivo e alertando sobre atletas que estragaram seus sonhos fazendo uma coisa estúpida, e lá se vai Spencer dispensando o agente e quase o demitindo.


O castelo de areia estava pronto, era só esperar agora, porque segundo Spencer, "seu histórico fala por si só", não precisa fazer mais nada.


Continuando seu raro momento sensato na temporada, Jordan conversa com Asher ainda na livraria, buscando entender como o amigo está, sua situação na Coastal... e reconhece como ele está em um momento que é preciso de afeto, dizendo que ele "é todo coração".


Mais tarde, com a frustração das ideias de Ash para o treinador Edison, a conversa continua, indo para um lado nostálgico das coisas. E com toda as incertezas que um casamento trás, Jordan reconhece a boa conversa com o amigo e sabiamente, define que será Ash seu padrinho.


Já em casa, Layla e Jordan discutem os planos do casamento com ela pensando em todos os detalhes minuciosos, como se os cotovelos vão se tocar quando os convidados estiverem na mesa. Quando Jordan tenta pensar no "pós-casamento", Layla foca sua energia e o traz para o casamento e nada além disso. Até posteriormente, ela enfim dar ao Jordan alguma segurança sob o pós-casamento, dizendo que já encontrou uma casa e que quer ter filhos.


Com a chegada do grande dia, Coop conversa com Spencer sobre o excesso de cuidado que o Eric têm tido para ajudar Spencer com a NFL, e é estranho como ele rejeitou o título de empresária que ela auto se dominou de maneira tão fria. Ela sempre esteve envolvida com uma luz profissional das coisas.


A transformação da Coop nesta temporada é incrível.


Continuando o 'momento meninas' depois de brevemente se chamarem de irmãs, Layla consola Liv com sábias palavras após o fracasso épico da sessão de autógrafos do seu livro. Lembrando a ela onde está a essência do que porque que ela escreveu o livro: para homenagear seu pai e repassar seus ensinamentos, como pai, mentor e mais que isso, ajudar crianças. (Nem tão crianças assim né)


Mas foi o suficiente para que desse um 'start' sobre para quem ela deveria falar: realmente para os baixinhos. E nada melhor do que falar para as crianças de Crenshaw, onde formação de caráter salva vidas em ambientes mais vulneráveis.


A resolução de Asher ao conseguir uma vaga com a viúva do Treinador Montes, a também treinadora Montes enfim trouxe a paz que ele precisava. Mantendo-se empregado primeiramente para sustentar esposa e filho, pois o personagem evidenciou isso a todo tempo, para depois combinar suas habilidades analíticas com o lugar onde cresceu: Beverly Eagles.


Dia de Draft!


Spencer chega com sua mãe no tapete vermelho para dar início ao Draft da NFL, mas o que se nota de fundo com a entrada de Dylan, Coop e Eric, é a expressão do último enquanto está atento ao seu celular, único pelo qual não tem um sorriso naquele momento.


Mas estamos só começando e aquela altura, todos já sabíamos - ou pelo menos achávamos que sabíamos - que as coisas aconteceriam de maneira positiva. Com todos a postos em sua mesa, Olivia chega para apoiar seu namorado Spencer e lembra-lo de ser quem é antes de começar de fato o Draft.


Embora não pareça tão pouco tempo, os últimos 5 minutos do episódio foram os mais longos e agonizantes de toda a temporada.


Estamos na vez de St. Louis escolher o seu universitário, onde a expectativa era a escolha óbvia de Spencer James - ok, acho que ninguém aqui imaginou que isso fosse dar errado.


E deu.


Cara, não esperávamos.


Para indignação de todos. Menos do Eric, que se retira da mesa quando questionado pela Coop sobre o que pode ter acontecido.


Porque o St. Louis deixou de lado o que poderia ser o melhor Wide Receiver do Draft? Perguntou o apresentador. Nos fizemos a mesma pergunta.


Enquanto a avalanche começava a se formar, todos os espectadores, incluindo nós, esperamos por uma resolução com um outro time, assim como Jordan e Ash que trocavam informações sobre as possibilidades que ele teria sem St. Louis disponível agora.


Na sétima escolhe, San Diego era o Plano B aparentemente, porém....


Fecharam com outro.


Ok Ash, também acreditamos que em Oakland vai né...


Só que aquela altura Spencer já cogitava a possibilidade de não ser draftado no primeiro round.


Para quem acompanha as ligas americanas, como nós, falando de maneira bem grosseira, os números de escolha não é tão relevante assim, é importante sim estar no primeiro round, mas isso não define tudo. Mas para entender melhor, é como dito lá na abertura do episódio: quanto mais cedo escolhido, mais bem pago você será e mais chances você tem de jogar e ser o astro do time. É a pirâmide inversa, onde os melhores times têm as ultimas escolhas, mas as últimas escolhas geralmente não cabem nos melhores times, isso não é nada bom.



E eis que a avalanche de times recrutando outros jogadores e não Spencer James começa e destrói completamente todo o castelo de areia que Spencer construiu com sua total irresponsabilidade ao longo do episódio.


E como se não bastasse, a última escolha do Draft — que sim, achávamos que esse seria o maior plot twist da série e ele seria escolhido - Wade Waters, sim aquele Wade, foi selecionado pra última escolha da primeira rodada.


A mensagem é clara: sem trabalho duro e sem seguir os conselhos de quem está mais preparado, você fracassa.


Agora, resta aguardar a segunda rodada do Draft.


--

Nota: 10 (Melhor Episódio da Temporada!)


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Por James Herbert/CBS SPORTS NBA


Na metade do jogo 3 das finais da NBA, o Boston Celtics teve problemas. Luka Doncic e Kyrie Irving, astros do Dallas Mavericks, balançaram as redes para somar 37 pontos. Daniel Gafford e Dereck Lively II, os protetores de aro dos Mavericks, estavam protegendo o aro. O retináculo medial rasgado de Kristaps Porzingis, uma lesão extremamente incomum na perna, se aproximou: o camisa 7 foi afastado, diminuindo a margem de erro de Boston.


Os Celtics perdiam por apenas um ponto e tinham uma vantagem de 2 a 0 na série, mas sabiam que começar mal o segundo tempo poderia dar vida a Dallas.


Horas antes, Joe Mazzulla, seu treinador amante de jiu-jitsu e MMA, havia dito a eles que, quanto mais perto você acha que está de vencer a luta, mais perto você está de "ter sua bunda chutada". Ele levou o ponto para casa com clipes do UFC, que, por mais violentos que fossem, certamente fizeram uma exibição mais agradável do que revisitar o Jogo 4 das Finais de 2022, no qual eles estavam em vantagem de cinco no intervalo contra o Golden State Warriors com uma oportunidade de ampliar por 3 a 1 antes de Stephen Curry pegar fogo e seu ataque cair por terra.


Se aquele terceiro quarto foi um teste para o título de Boston, a equipe acertou em todas as partes. Rápidas inversões de bola, espaçamento inteligente e cortes oportunos desviaram a defesa de Dallas. Os Celtics geraram imagens de alta qualidade em suas primeiras nove posses ofensivas e marcaram em oito delas. Desesperados, os Mavericks foram para a zona de 2 a 3. Depois, tentaram o small ball. Nenhum dos dois funcionou. Xavier Tillman, terceiro ou quarto pivô de Boston, bloqueou Doncic em uma troca e mandou pra longe. Indo para o terceiro quarto, Boston liderava por 15.


Mesmo sem Porzingis, foi Boston no seu melhor: jogando com ritmo e propósito de um lado, não cedendo nada fácil do outro.



Agora que os Celtics conquistaram seu 18º título, essa reta final - e sua vitória no Jogo 5 na segunda-feira, que se seguiu a uma derrota no Jogo 4 e contou com vários surtos semelhantes - pode ser vista como o culminar de anos de trocas, ajustes, provações e tribulações. Cada um também pode ser visto como uma resposta direta à pressão que Dallas estava colocando sobre eles.


Após o jogo 3, Jayson Tatum disse ao Bleacher Report que perder para os Warriors em 2022 foi "a pior sensação de todos os tempos" e que a offseason que se seguiu "foi o pior verão que já tive". Tatum prometeu a si mesmo na época "que, se eu voltasse às finais, literalmente faria o que precisasse para garantir que tivéssemos um resultado diferente". Em sua coletiva de imprensa pós-jogo, Mazzulla creditou sua equipe por reconhecer como os Mavericks foram criados, criar vantagens e capitalizar a indecisão - e por fazer tudo isso rapidamente.


"Encontramos a primeira leitura, o estrondo, ali mesmo, e conseguimos seis, sete, oito vezes seguidas", disse Mazzulla. "Se você perde o primeiro, é um pesadelo conseguir um segundo e um terceiro, e é aí que você acaba tomando alguns arremessos que não quer tomar."


Como evidenciado pelo fato de que eles precisaram de alguns heróis no final do jogo naquela noite e perderam o jogo seguinte, os Celtics não encontram esse tipo de fluxo em todas as posses ofensivas. Ninguém o faz. Sempre que perdiam o pé, porém, roubavam a si mesmos. Para Mazzulla, isso ocorre porque Boston construiu um senso coletivo de autoconhecimento. Quando os Celtics ou seus adversários estão em uma corrida, eles não apenas sentem o ímpeto mudando, eles entendem o que, em termos de processo, levou a isso.


"Você só precisa resolver problemas constantemente ao longo do jogo", disse Mazzulla. "Você tem que se perguntar por que cada posse. Por que isso aconteceu? Por que isso aconteceu? Foi disso que conversamos? Não foi?"



Apesar de todo o papo sobre Boston bater em times inferiores e sem opções suficientes nos playoffs, faltou Porzingis durante a maior parte desta corrida e nunca foi capaz de se posicionar como um azarão, de qualquer maneira. A iteração deste ano foi perfilada como um rolo compressor de mão dupla a partir do momento em que Jrue Holiday chegou em outubro. Já tendo adquirido a Porzingis, o front office de Boston cercou suas estrelas com mais rodagem... e mais tamanho, mais zagueiros alternáveis, mais jogadas de segundo lado, mais válvulas de segurança.



Ter talento de calibre de campeonato, no entanto, não garante nada. Na temporada passada, os Celtics tiveram o melhor saldo de pontos da liga durante a temporada regular, mas perderam nas finais de conferência para o Miami Heat, oitavo cabeça de chave, e esse nem foi seu resultado recente mais decepcionante em relação às expectativas. Nas últimas semanas, Irving teve muito a dizer sobre seu breve mandato em Boston, mas nada resumiu melhor a equipe de 2018-19 do que Tatum dizendo em janeiro: "Essa merda foi terrível".


Esses celtas, em teoria, tinham mais do que o suficiente de tudo, mas eram muito menos do que a soma de suas partes. A derrota terminou com quatro derrotas seguidas para o Milwaukee Bucks na segunda rodada; várias vezes, Irving tomou a curiosa decisão de pegar Giannis Antetokounmpo na defesa. Em um ponto durante a temporada, o armador Terry Rozier disse que a equipe era "talentosa demais". Ninguém jamais descreveria o grupo de 2023-24 dessa forma, mesmo que seu elenco tenha mais quatro aparições coletivas no All-Star e duas aparições coletivas no All-NBA do que Boston fez em 2019.


A diferença não é apenas que Tatum e o MVP das Finais, Jaylen Brown, amadureceram e melhoraram, embora tenham inequivocamente o feito. É que este é outro tipo de supertime. Como Mazzulla lembrou os Celtics em um jogo 4, eles desgastam os adversários atacando incansavelmente seus pontos de pressão, movendo a bola e criando confusão. Qualquer jogador pode dizer que ele simplesmente tenta fazer as leituras certas e suas tentativas de chute variam de acordo com os confrontos, esquemas, etc., mas quando um time realmente joga dessa maneira, é poderoso. Se Porzingis ou Holiday têm uma vantagem no confronto, Boston a explora. Se a defesa não consegue parar o jogo de dois homens de Tatum e Derrick White, Boston explora isso.


Os Celtics abordam a defesa da mesma forma. Se houver um não-arremessador na quadra, eles se certificarão de que a ofensa adversária o sinta. Eles lutam por pequenas arestas, não reagem demais a golpes difíceis e não têm medo de jogar de forma não convencional. Pela primeira vez em sua carreira, Holiday, um dos melhores defensores de ponto de ataque da liga, regularmente se viu protegendo caras que não estavam iniciando o ataque. Às vezes, seu trabalho era comunicar coberturas e explodir ações como um defensor de ajuda. Às vezes, ele estava com nomes como Antetokounmpo e Joel Embiid.


"Só tem que ter a mente aberta", disse Mazzulla a repórteres no domingo. "Cada jogo ganha vida própria."


Pode-se aprender bastante sobre a NBA em 2024 observando como Boston se desfez de Dallas. Como seus armadores trabalharam o ponto de dunker, rastrearam alas, se deslocaram para linha de três e chegaram a bloqueios e rebotes oportunos. Como bate interruptores com deslizes e rejeições. Como acabam com mudanças rapidamente, como manipulam as marcações. Como, de todas as maneiras imagináveis, fez Doncic trabalhar. Os recém-coroados campeões da NBA são uma potência elegantemente construída, cheia de adultos que estavam prontos para fazer o que seu treinador maluco lhes pedisse. Quando chegaram às finais, tinham todas as respostas.



 
 
 
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