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Análise do episódio 1: 'Retroceder' da Temporada 8 de 'All American'



'All American' deixou um clima de suspense com a bola final sobrevoando no alto e que definiria o vencedor do jogo entre Beverly x Crenshaw, mas os primeiros minutos do primeiro episódio trouxe uma narrativa de Jordan, falando sobre as bolas curvas - "surpresas" , que a vida nos apresenta ao longo dessa jornada, o que não pareceu empolgar durante os minutos iniciais e muito menos em todo o episódio.


É quando as atenções voltam para o campo de futebol que a tensão toma conta até vermos que o passe de KJ é interceptado por um jogador do Chargers, confirmando a vitória do time de Crenshaw pelo mesmo placar que havia mostrado antes: 24-20.

Um detalhe para as estatísticas: Beverly sofreu sua primeira derrota para Crenshaw na série, já havia vencido duas finais estaduais por 42-35 e 33-38.




Jordan aceita um café com Cassius, o que torna então uma série de encontros casuais em que ambos praticam basquetebol, com troca de provocações e deboches. Alguns momentos pareceu uma relação um pouco forçada e chata que durou longos minutos até Jordan avisá-lo que encerraria ali os encontros, porque Layla estaria de volta à cidade, o que pareceu abalar o pai de KJ, que percebeu que aquele eram os momentos que tiravam ele da solidão, visto que a ex-esposa sumiu mesmo após uma aproximação íntima no final da temporada anterior.


Enquanto isso, KJ absorveu a derrota como um atleta obstinado absorve: trabalhar mais duro. Sozinho, foi para academia dos Eagles praticar todos os exercicios possíveis, até ser interrompido pelo diretor London com o treinador Tre Sanders conhecendo a estrutura, levantando as suspeitas de que Cassius realmente teria seu emprego ameaçado, assim como Billy Baker foi perseguido no comando dos Eagles pelos patrocinadores.


Ainda em Beverly, nos deparamos com um Khalil 'galinha'. Uma outra narrativa forçada pra quem sempre esteve fechado à demonstrar sentimentos, inclusive foi assim que Amina o escapou do seu coração, para agora se tornar um cara fútil e galinha, não pegou bem. Não encaixou no perfil de um personagem que estava sendo descontruído aos poucos.


E o que dizer da relação Tori e KJ? A pobre garota insiste para estar junto com o agora namorado quarterback, mas se antes já era difícil, imagina agora que o foco dele passou a se dedicar a trabalhar mais duro. O coração do garoto nunca esteve em Tori, o pedido de namoro se mostra mais um erro. Ele mal consegue contar alguma coisa da sua vida para ela, que fica com as penas na mão, mais uma vez.


No final, ainda vemos KJ ligando para Amina, em uma tentativa de contato para a garota que parecido ter ido para Dinsberg correndo.


Então KJ vai até seu pai falar sobre o possível substituto e Tori vai ao Khalil pedir ajuda do amigo para que converse com o seu namorado.


Cassius então confronta London sutilmente e é informado que uma reunião será marcado para definir novos termos de contrato, o que sugere o desligamento do treinador.


E Layla está de volta! A empresária chegou esperando um clima tranquilo de romance e foi surpreendida - e nós também! - com a festa do "Smash e Crash" realizado por Jordan e Coop. Enquanto a Coop segue se preparando para o seu estágio em Direito para dar continuidade em sua evolução na série, Jordan continua gastando sua energia em coisas aleatórias.


Porém, a relação Jordan e Layla sofre de 'estranheza' parecido com o que aconteceu entre Spencer e Olivia, quando ela voltou de Londres. O grande problema aqui é que a empresária sofreu de problemas psicológicos que foi tratado durante a série, não ter controle sobre sua vida e do seu esposo pode desencadear gatilhos sérios para ela.


Um dos únicos bons momentos do episódio foi o encontro do Khalil com KJ.


Primeiro, Khalil foi até KJ para pedir que ele "relaxe, que a oferta vai aparecer porque ele é um quarterback melhor que ele", o que é rechaçado duramente por KJ e ainda avisa para que ele fique esperto porque uma oferta também pode virar nenhuma. É preciso estar preparado. Khalil sai de lá pior do que entrou e acabando caindo na Síndrome do Impostor, onde já não se acha bom o suficiente para posições de destaque.


Isso é real e é cruel.


Khalil então se vê obrigado a trabalhar mais duro com KJ no mesmo propósito: se ajudarem para encontrar uma oferta de bolsa em uma universidade.


Enquanto isso, Cassius ao ler seu contrato se dá conta que perder seu emprego é realidade, então junto ao KJ, elabora um torneio de Combine - evento onde jogadores universitários participam de testes físicos e mentais para serem avaliados por treinadores e olheiros de importantes Universidades. Só que realizar algo assim precisa de um apoio.


O arco volta para Cassius e Jordan.


Após uma primeira negativa estranha por parte do Baker, os dois chegam a um acordo e se lembram que é preciso ir com tudo contra a diretoria dos Eagles.


O primeiro episódio depois de uma longa espera deixou muito a desejar.

Pouca coisa parece ter motivado os fãs à assistirem o que vêm pela frente.

Assim como o nome do episódio, foi um episódio de retrocesso.


--

Nota: 4/10


E você, o que achou? Comente abaixo.








 
 
 

É chegado o mês de Julho, e a série All American se prepara para se despedir dos fãs nos próximos dias com sua última temporada. Será a jornada final que se inspirou na história real do ex-jogador da NFL, Spencer Paysinger.


A série de canal aberto nos Estados Unidos, CW estreou em 2018 e tem as temporadas 6 e 7 exclusivo aqui em nosso site - em breve, todas as temporadas disponível também - acompanha Spencer James (Daniel Ezra), um estrela do futebol americano do ensino médio da South Crenshaw High School, que se transfere para a Beverly Hills High após ser recrutado pelo técnico do time, Billy Baker (Taye Diggs).


Quando Spencer se muda para a casa de Billy e sua família, ele enfrenta um choque de mundos. À medida que a série avança, surgem tensões enquanto Spencer lida com seu papel na escola, em sua família e em sua comunidade. Embora dramatizado em alguns momentos, All American é inspirado na história real de Paysinger, um ex-linebacker do New York Giants que se tornou produtor da série.


Refletindo sobre o episódio piloto no podcast In The Zone em maio de 2023, ele explicou como foram tomadas liberdades criativas com a trama e o enredo. "Toda essa experiência foi tão louca porque definitivamente há coisas no piloto, às vezes são palavra por palavra como aconteceu na vida real", disse Paysinger.


Ele continuou: "Há alguns momentos no piloto que escrevi que eu mudei, então ver esses momentos atuados em grande escala assim e depois as pessoas realmente gostarem disso foi algo que redefiniu completamente os objetivos que eu queria na minha vida."


Quem é Spencer Paysinger?


Spencer Paysinger e hoje sua esposa, Blair durante um jogo pelo time de futebol americano Oregon Ducks. Eles se conheceram quando Spencer foi para Beverly Hills em 2003. Sim, ela é a Olivia da série.
Spencer Paysinger e hoje sua esposa, Blair durante um jogo pelo time de futebol americano Oregon Ducks. Eles se conheceram quando Spencer foi para Beverly Hills em 2003. Sim, ela é a Olivia da série.

Assim como o personagem Spencer da série, Paysinger cresceu no sul de Los Angeles e estudou no ensino médio em Beverly Hills. Ele jogou futebol americano na Beverly Hills High School antes de ir para a Universidade de Oregon, onde continuou participando do esporte e se formou em economia em 2010.


Depois disso, Paysinger não foi draftado para a NFL, mas assinou com o New York Giants como agente livre em 2011. Ele jogou pelos Giants de 2011 a 2014 e ajudou o time a vencer o Super Bowl XLVI durante seu ano de calouro. Paysinger acabou se juntando ao Miami Dolphins por duas temporadas.


Spencer Paysinger antes do início do jogo de futebol americano da NFL entre Arizona Cardinals e Miami Dolphins em 11 de dezembro de 2016.
Spencer Paysinger antes do início do jogo de futebol americano da NFL entre Arizona Cardinals e Miami Dolphins em 11 de dezembro de 2016.

Em 2017, ele foi contratado pelo New York Jets, mas dispensado antes do início da temporada. Paysinger encerrou sua carreira no Carolina Panthers, com quem jogou três partidas antes de ser dispensado e posteriormente se aposentar.


Refletindo sobre a decisão, Paysinger revelou que estava ansioso para explorar diferentes oportunidades inspiradas por seu amor pelo cinema. "Lembro de estar sentado no meu armário naquele dia, arrumando todas as minhas coisas, sorrindo", disse ele à ESPN. "Eu nunca quis que o futebol fosse meu auge."


Na aposentadoria, o ex-linebacker tem se dedicado a projetos mais criativos, incluindo a produção de All American. De acordo com um comunicado de imprensa da Northwest Missouri State University, Paysinger estava apresentando a ideia do programa nos meses que antecederam sua saída do campo.


All American é uma história real?


All American é vagamente baseado na vida de Paysinger, embora vários aspectos de suas experiências tenham sido alterados na série.


Paysinger disse à New England Sports Network em abril de 2020 que "muitas das histórias têm raízes na verdade." Ele explicou: "Obviamente, para criar uma série da CW envolvente, precisamos meio que distorcer um pouco a verdade e fazer uma digressão do que aconteceu originalmente. Mas, na maior parte, muitas das histórias soam verdadeiras."


Algumas mudanças notáveis entre a vida real de Paysinger e a All American incluem sua carreira no futebol americano. Embora tenha sido transferido para a Beverly Hills High School na série, ele na verdade foi matriculado durante os quatro anos como parte de um programa multicultural na vida real.


Outras mudanças incluíram a faculdade escolhida de Spencer na série e um tiroteio relacionado a gangues que quase o deixou sem poder jogar futebol americano, o que não aconteceu fora das câmeras.


Além disso, houve especulações sobre quais personagens da série são baseados em pessoas reais da vida de Paysinger. Ele compartilhou que há "um punhado de personagens" que foram retratados como "um por um na vida real", enquanto outros são uma "amálgama de pessoas diferentes de seu passado." No entanto, um personagem em particular foi diretamente inspirado por uma figura real em sua vida — o personagem de Diggs, Billy Baker.



"Billy Baker é vagamente baseado no meu tio Carter Paysinger, que era o treinador principal de futebol americano da Beverly Hills High School quando cheguei a Beverly", disse Paysinger. "Ele era mentor naquela época, até hoje, ainda busco orientação nele."


Paysinger disse que seu tio, que é treinador há mais de três décadas, frequentemente lhe enviava notas sobre o desempenho de Diggs. Ele explicou: "Tem sido interessante dar a perspectiva real de um coach sobre o coaching de Taye Diggs."


Paysinger atribuiu grande parte do sucesso da série e da tradução de sua história para as telas a um "tremendo processo de confiança" com a showrunner da série, Nkechi Okoro Carroll.


"Eu converso muito com ela na sala de roteiristas e entrego a eles um tesouro de histórias do meu passado que confio para que eles peguem e moldem as histórias que vocês veem na TV", disse ele ao PIX11 News em março de 2021. "Inicialmente, três anos atrás, quando eles pegavam essas histórias e as mudavam, eu pensava: 'Espera, não foi exatamente assim que aconteceu.' Mas tudo faz parte de ter essa licença criativa para criar um programa envolvente."


Spencer Paysinger esteve envolvido na criação de All American?


Paysinger teve um papel na criação de All American e atua como produtor consultor da série. Durante uma entrevista em abril de 2020 para a New England Sports Network, ele se abriu sobre sua paixão pelo cinema na infância, o que o inspirou a começar a escrever contos e, por fim, levou ao início do programa.


A ideia para All American nasceu em 2015, quando Paysinger foi apresentado ao produtor de cinema Dane Morck, segundo a ESPN. Na época, Morck perguntou a Paysinger como era crescer em Beverly Hills, ao que o jogador da NFL o corrigiu e compartilhou a história de sua vida no sul de Los Angeles. Segundo Paysinger, ele teve que lidar com a violência em seu bairro enquanto também estava cercado por estudantes ricos na escola.


Paysinger acabou recebendo uma ligação do produtor Robbie Rogers, que na época estava noivo do produtor de TV, Greg Berlanti. Ele se encontrou com a Warner Bros. e, na segunda reunião, a The CW comprou os direitos do programa. Em 2018, o piloto de All American foi gravado, e tudo mudou.


Com All American, Paysinger tinha um objetivo principal: desfazer os estereótipos sobre o centro da cidade.


"Eu queria contar a história de: 'Somos muito mais parecidos nesses lados diferentes da pista do que vocês imaginam'", ele explicou. "Sendo de South Central, e sabendo como South Central é retratado em Hollywood como uma área desolada com violência de gangues, drogas, tudo — eles precisam perceber que o sol brilha lá enquanto brilha em Beverly Hills."


Ele acrescentou: "A única coisa que quero que os espectadores vejam é que South Central também é um lugar lindo. É um lugar maravilhoso. É um lugar que chamo de lar até hoje. Acho que conseguimos fazer isso."


Em entrevista à CBS News em outubro de 2018, antes da estreia do programa, Paysinger compartilhou mais detalhes sobre seu envolvimento com o projeto.


"Tive o luxo de ser produtor consultor, de ir à sala de roteiristas alguns dias por semana e também de estar no set sempre que quisesse", disse ele. "Isso é algo que eu queria fazer desde que me aposentei do futebol, então estou aproveitando o máximo que posso e estando lá sempre que posso."


Além de seu papel como produtor, Paysinger mostrou seu talento de atuação e fez uma participação especial nas primeiras temporadas como assistente técnico do personagem de Diggs. Ele brincou se chamando de "Easter egg no programa" para a PIX11 News em março de 2021.


"Eu me divirto com isso. Tive algumas falas nas últimas duas temporadas, mas vai saber", disse ele. "Não estou necessariamente entrando na atuação, agora foi o ano dos sim's para mim."


Embora Paysinger tenha conseguido algumas falas no segundo episódio da série, ele disse à New England News Network em abril de 2020 que está em segundo plano desde o primeiro episódio da primeira temporada.


"À medida que mais pessoas se familiarizam com ele, tem sido engraçado ser o técnico Davis nos bastidores", disse ele. "Mas quando estávamos decidindo quem escalar, o que escalar, os produtores executivos, eles literalmente olharam para mim e para meu parceiro de produção Dane Morck e disseram: 'Ei, vocês querem ser os assistentes técnicos do Taye Diggs na Beverly High?' ”


Onde está Spencer Paysinger hoje?



Spencer Paysinger e Blair Paysinger chegam ao Evento de Lançamento de Outono da The CW Network, realizado nos estúdios da Warner Bros. em 14 de outubro de 2018, em Burbank, Califórnia.
Spencer Paysinger e Blair Paysinger chegam ao Evento de Lançamento de Outono da The CW Network, realizado nos estúdios da Warner Bros. em 14 de outubro de 2018, em Burbank, Califórnia.

Além de seu trabalho no All American, Paysinger continuou sua vida pós-NFL como empreendedor, tudo isso enquanto ajudava a construir e fortalecer sua comunidade.


Sua biografia na The CW revela que ele é co-proprietário do café Hilltop Coffee Kitchen, que possui várias unidades em Los Angeles, e faz parte do conselho do Comitê de Liderança Negra e Latina das Escolas Públicas da KIPP. Paysinger também auxilia na administração do fundo de investimento Afterball LLC, que auxilia ex-jogadores de futebol americano a navegar por novos empreendimentos após o término de suas carreiras.


Quanto à sua vida pessoal, Paysinger casou-se com sua esposa, Blair, em maio de 2016. O casal é pai de dois filhos pequenos.


Eles se conheceram originalmente no ensino médio, quando Blair era caloura na Beverly Hills High School, levando alguns fãs a se perguntarem se ela inspirou o interesse amoroso de Spencer em All American.


Durante uma aparição em maio de 2021 no programa pós-show Black Love, ela mencionou que inicialmente não se lembrava do momento em que se cruzaram, embora Paysinger tenha lembrado e dito que houve uma "construção" para o relacionamento eventual.


"Eu jogava no mesmo time de futebol que o irmão mais velho dela", explicou. "Naquele verão, todo mundo falou: 'Ei, a irmãzinha do Alex está vindo. Ela é fofa.' Então, quando a vi, pensei: 'Essa deve ser a irmã do Alex.' E é por isso que eu lembro, porque era como uma antecipação de ela vir para a escola."


Por meio de sua empresa, Moore Street Productions, Paysinger trabalhou em uma docusérie com a UCLA chamada Building Bruins, que acompanhava DeShaun Foster em sua primeira temporada como treinador principal. A partir de setembro de 2024, os episódios do programa começaram a ser transmitidos no canal do YouTube da UCLA Athletics.


 
 
 
  • 26 de mar.
  • 26 min de leitura

Ele é um mestre em provocações

KEVIN HART fala sobre Jay-Z na mesa de pôquer


O que as pessoas não sabem sobre o Hov é: o Hov é muito engraçado. O Hov é engraçado. Então, quando se trata de trocar farpas, quando se trata do conceito de provocar uns aos outros e tirar sarro do nosso grupo, o Hov é um dos melhores nisso: o comediante oculto que ele é, em seu círculo de calma e conforto.


Posso citar aquela vez em que estávamos jogando cartas, jogando Guts — sempre escolhemos um hotel para jogar — e [o jogador da NBA recém-aposentado] Chris Paul tinha uma Sprinter branca. Estávamos dizendo que a Sprinter branca parecia uma ambulância. Estávamos dizendo que o Chris cometeu um erro e comprou uma ambulância fora de serviço. E a noite toda, ficamos meio que zoando o Chris e a ambulância dele. Tipo: “Quando sairmos daqui, devíamos todos seguir o CP até em casa.” Lembro que o [executivo musical] Steve Stoute estava usando uns tênis de couro sem cadarços, e o Hov disse que parecia que ele estava com dois gessos. “Quando foi que o Stoute quebrou os pés?” “Ele quebrou os pés, mas nunca contou pra ninguém.”



É isso mesmo. É assim que ele é. Ele fica fazendo bobagem o dia todo, todos os dias. Ele está sempre brincando. Ele fica fazendo piadas o dia todo, todos os dias.


Segundo Kevin Hart, você saberá que está “na onda” do Jay-Z quando ele começar a tirar sarro de você. Por Zohar Lazar
Segundo Kevin Hart, você saberá que está “na onda” do Jay-Z quando ele começar a tirar sarro de você. Por Zohar Lazar

Ele prefere muito mais o riso do que a seriedade. Isso vem da nossa educação. Sabe, todos nós somos do centro da cidade. Todos viemos de uma realidade parecida. Na Filadélfia, eu sou da esquina da 15ª com a Erie. Eu venho das classes mais baixas. Ele é do Brooklyn. Ele vem das classes mais baixas. Você está lidando com Ele prefere muito mais o riso do que a seriedade. Isso vem da nossa educação. Sabe, todos nós somos do centro da cidade. Todos viemos de uma versão do mesmo lugar. Na Filadélfia, eu sou da 15th com a Erie. Eu venho das classes mais baixas. Ele é do Brooklyn. Ele vem das classes mais baixas. Você está lidando com pessoas cuja energia foi toda gasta no mesmo espaço, da mesma maneira. Sabe, às vezes a melhor maneira de esquecer toda aquela porcaria que nos cercava, e com a qual crescemos e vivemos, era rir disso ou zoar quem estava nessa situação, porque todos nós aceitávamos isso. Sair dessa, claro, era o que todos queríamos, mas também aceitávamos isso. E a melhor maneira de aceitar isso era abordar o elefante na sala, fosse falando uns dos outros, fosse falando dos nossos pais, fosse falando da sua casa versus a minha, do seu carro versus o meu, do carro dos seus pais versus o meu.


É tirar sarro do pior par de sapatos da sala. Tirar sarro do terno mais mal costurado. Mas não com uma intenção maliciosa, do tipo que seja maldosa ou agressiva, e sim de uma forma divertida. Fazendo isso com tranquilidade e descontração.


Ele não anota as letras

PHARRELL fala sobre o processo criativo particular de Jay-Z.


A abordagem de composição e gravação de Jay parece misteriosa vista de fora, mas, na verdade, é incrivelmente disciplinada.


Quando Jay está trabalhando, ele costuma olhar para uma direção — às vezes para baixo, às vezes para frente, às vezes para o lado — quase como se estivesse tentando ouvir o que está pensando. Pode haver muita coisa acontecendo na sala, mas ele não se distrai. Na verdade, ele está completamente concentrado. Ele está no que se poderia chamar de estado de flow.


Ele faz duas coisas ao mesmo tempo. Ele pensa no que quer dizer, enquanto também testa como diz isso e se soa bem sobre a percussão.


Você vai ouvi-lo murmurando. Isso é, na verdade, um exercício lírico. Ele está se familiarizando com a faixa para poder fluir.


O que as pessoas não percebem é que, quando ele entra na cabine, já gravou o verso na cabeça centenas de vezes.


Ele diz uma linha, ao mesmo tempo em que está pensando na segunda. Depois, ele diz a primeira e a segunda juntas enquanto pensa na terceira. Em seguida, passa a ser um, dois, três enquanto ele busca a quarta. Ele continua empilhando assim — repetindo toda a sequência a cada vez.


A maioria das pessoas precisaria de papel para isso, só para organizar tantas ideias de uma vez.


Jay não precisa.


Suas habilidades computacionais são simplesmente diferentes. É a única maneira que consigo descrever isso.


E então ele entra no estúdio, e já fez isso tantas vezes que isso permite que ele seja o que costumávamos chamar de “Hov de uma tomada”, porque ele literalmente entrava e fazia tudo de uma vez só.


Por mais simples que eu tenha feito parecer, tente fazer isso.


Essa é a magia do Jay-Z.



Há uma infinidade de músicas novas. Elas são criadas em um único lugar

O cineasta e músico JEYMES SAMUEL fala sobre as sessões na esteira.



Ele acorda bem cedo — às 5h ou 6h —, faz exercícios e dá conta de tudo. Todas as pessoas de grande sucesso que conheço acordam cedo, pois quem madruga, Deus ajuda.


Ele me liga logo de manhã, ainda na esteira, se exercitando, e diz estas quatro palavras: “Você está sozinho?” Isso é verdade. E onde quer que eu esteja — mesmo que seja no Carnaval de Notting Hill —, eu encontro um lugar onde fico sozinho. E o Jay-Z me dá as rimas da vida. Ele me dá, literalmente, as melhores rimas que você já ouviu. Ele vai te dar o verso do ano. Ele escreve o tempo todo. Muitas vezes, quando está se exercitando, as rimas surgem, e ele simplesmente te dá o verso da vida! Eu faço ele repetir, repetir, repetir. Então ele faz isso tipo quatro vezes pra mim. E aí a gente conversa sobre isso.


Todo mundo sabe que o Jay-Z não coloca a caneta no papel. Ok, mas aqui está o que eles não sabem: o Jay-Z descarta mais versos lendários do que as pessoas escrevem para toda a sua discografia. O mais louco é que, quando você está no estúdio com ele, você o vê simplesmente relaxado, ouvindo os alto-falantes. Aí ele diz: “Ok, entendi.”


Então ele te dá o melhor verso, sem dúvida, que você já ouviu. E aí, enquanto você fica de queixo caído, ele diz: “Mas não tá certo. Nah, vou fazer outro.” É quase como se ele estivesse treinando. E aí ele inventa outro, quando seu cérebro pensa: “Mas o que aconteceu com o anterior?” A mente dele simplesmente aperta o botão Apagar. Nunca mais será ouvido! E tudo o que você deseja é ter gravado o primeiro em segredo. Eu seria considerado o melhor rapper do planeta Terra se tivesse literalmente uma fração das gravações que o Jay simplesmente descarta. Ele faz isso o tempo todo. Jay-Z escreve o tempo todo. Todos os dias, ele está escrevendo, escrevendo, escrevendo. Ele é literalmente um dos melhores mestres da palavra que já existiu. Ele escreve todos os dias e é um rapper melhor agora: os esquemas, as comparações, a cadência, tudo.


Nós nos comunicamos, digamos, todos os dias. Mas geralmente não é uma conversa profunda. Posso ligar para ele por três segundos. “Ei, só queria ver seus dreadlocks.” “Sai da minha linha.” É como uma relação realmente infantil. Eu sempre digo: nunca cresça.


E dessas conversas infantis, como ele diz, surgem essas grandes declarações artísticas. Eu adoro criar, adoro contar histórias. E o Jay adora criar, escrever e contar histórias.


Outro dia ele me contou essa história, que foi a melhor história de todas, sobre ele, um mar de perigo, o Marcy Projects e os biscoitos Chips Ahoy! É a melhor história. É uma das melhores histórias que já ouvi. Ontem, liguei para ele e disse: “Olha, Jay, aquele projeto que estamos fazendo na Universal. Preciso colocar essa história lá, Jay. Jay, você tem que me dar isso. Você tem que me dar permissão para usar essa história.” E ele disse: “Ok, com certeza”. E vocês vão ver isso aparecer na primeira temporada desse programa em que estou trabalhando.


Se você ouvir a música dele, vai ver que ele tem um conhecimento cinematográfico incrível. Em cada uma das músicas dele, ele faz uma referência a algum filme. Quando nos encontramos pessoalmente no primeiro dia, eu estava tocando uma música chamada “Close Your Eyes” e o Jay disse: “Você foi influenciado por um musical nessa música.” E eu sabia que ele sabia a referência: Chitty Chitty Bang Bang. Ele disse: “É, a cena dos brinquedos!” E eu fiquei de queixo caído — tipo, como ele saberia? Ninguém sabia de onde eu tinha tirado todo aquele flow. Ninguém sabia. Exceto o Jay-Z. Mesmo assim, depois disso, ninguém mais soube, exceto o Jay-Z. Eu sou do Mozart Estate [um bairro perigoso de Londres]; ele é do Marcy Projects — a galera não conhece a cena dos brinquedos de Chitty Chitty Bang Bang!


Na semana passada, ele me ligou e perguntou: “Você está sozinho?” Eu disse: “Jay…” e implorei pra ele. Eu disse: “Jay, eu não estou sozinho, Jay. Estou com minha irmã, a Tanya. Mas, Jay, cara, por favor. Por favor, Jay, deixa ela ver o que é que eu tenho a oportunidade de vivenciar sozinho.” E o Jay nos deu, a mim e à Tanya, o verso da vida. Nenhuma dessas rimas que ele escreve, nenhuma delas é fora do contexto. Todas são relevantes para o que está acontecendo. Tinha a ver com tudo o que está rolando agora. E não são só 16 compassos. Ele está te dando músicas. E quando ele terminou, a Tanya disse: “É por isso que ele é o rei do universo.”


Ele realmente é um empresário tão bom assim

O fundador do Twitter, JACK DORSEY, fala sobre seu mentor executivo.


Aquele meme — 500 mil ou um jantar com o Jay? Tipo, isso é verdade. Cada momento que passei com ele, cada história que eu poderia contar, é na verdade apenas uma constatação crescente de quanta sabedoria ele possui. Muito disso vem da experiência, mas muito também é puro instinto. Não conheço muitas pessoas com essas qualidades.


Eu simplesmente o vejo como um indivíduo extremamente sábio, que é muito bom em observar o que está acontecendo ao seu redor e transformar isso em uma percepção que você provavelmente não ouviria de mais ninguém em praticamente nenhum outro meio. Mas é realmente assim a cada momento. Acho que as pessoas não percebem o quão profundo isso é. Você só consegue entender através desses pequenos fragmentos na música, ou talvez em um discurso ou em uma ação. Mas se você juntar todo o conjunto, é bastante impressionante.


Meio milhão de dólares ou um jantar com Jay-Z? Jack Dorsey diz para considerar o jantar. Por Zohar Lazar
Meio milhão de dólares ou um jantar com Jay-Z? Jack Dorsey diz para considerar o jantar. Por Zohar Lazar

Nós caminhamos juntos, conversamos, temos reuniões de diretoria juntos, temos eventos. Mas o mesmo é sempre verdadeiro. É como se houvesse uma sabedoria que transborda o tempo todo. Tudo se acumula e me impressiona. Estou sempre impressionado com a forma como ele observa todos os ângulos. Ele é um professor. Aprendo muito com Jay todos os dias sobre como ser um bom ser humano e como navegar pelo mundo. Mas ele faz isso de uma forma tão legal também — parece um pouco sem esforço e injusto.

Se Blue tem algo a dizer, ele te coloca em espera

SWIZZ BEATZ sobre a verdadeira ordem de prioridades.


Toda vez que estou no telefone com ele, ele está em modo pai. Estamos falando sobre algo, ele me coloca em espera por dois segundos e você ouve ele tirando um tempo para falar com a Rumi ou com a Blue sobre algo que pode parecer pequeno para ele, mas ele faz questão de realmente explicar para elas que vai ficar tudo bem. Ele para tudo para fazer delas prioridade, não importa do que se trata a ligação. Eu admiro muito isso. A maioria das pessoas iria para outro cômodo.


Toda vez que vejo ou falo com ele, ele está levando as crianças para a escola, buscando, ajudando na lição, jantando com elas. Eu vejo ele o tempo todo nessa mesma energia, desligando o telefone tipo: “Tenho que ir, tenho que fazer isso com as crianças, a Blue tem um jogo, esse aqui tem aquilo…”.


É muito impressionante ver isso. E chama ainda mais atenção porque ele tem o mundo nas costas, mas esses filhos não perdem nada da presença dele, não importa o que esteja acontecendo. Foi isso que eu vi, com certeza.


Ele é muito voltado para a família. Tem uma ótima relação com a mãe, com a avó, com a esposa. Uma família linda, mulheres fortes. Acho que ele está focado na próxima geração. Ele já viveu muita coisa — e ainda vive. Mas está preparando esses filhos para levarem tudo para outro nível, ainda maior do que ele e a esposa construíram.


Eu e ele falamos sobre a vida. Quase não falamos de música, a não ser quando algo chama atenção. Ou quando tento fazer ele voltar para o estúdio mais uma vez. Mas não insisto muito, porque isso faz ele se afastar mais. Então eu só dou uma indireta de vez em quando: “Mano, se você fizesse isso, seria incrível.” Ele responde tipo: “É… vamos ver…”. Aí eu deixo quieto por uns dois meses e volto depois.

Ele nunca deixa de ser honesto — mesmo quando está errado às vezes

ALICIA KEYS sobre os conselhos de irmão mais velho do Jay-Z.


A primeira vez que conheci ele, eu devia ter uns 19 ou 20 anos. As rádios fazem grandes eventos, e no começo da carreira isso é muito importante. Eu estava no começo do line-up, cantando “Fallin’”. E um dos meus artistas favoritos ia se apresentar: Jay-Z.


Para mim, como nova-iorquina, o álbum Reasonable Doubt era como uma Bíblia. Cada rua que eu andava, cada passo, eu estava no som daquele álbum. Eu amava a forma como ele contava histórias. Até hoje sei todas as músicas.


Na época, tínhamos lançado “Girlfriend” como promocional. Quando conheci o Jay-Z, ele disse que gostava muito dessa música — o que já era enorme para mim. Eu falei: “Mas não é o single principal.” Ele: “Como assim?” Eu disse: “O single é ‘Fallin’.” Ele pediu para ouvir.


Quando ouviu, falou meio assim: “É… é ok, mas ‘Girlfriend’ é melhor.” Eu pensei: “Tá… mas quando você sentir, vai entender.” Ele disse: “Continua fazendo seu trabalho.”


Avançando rapidamente, “Fallin’” saiu e fez o que fez. [Número um na Billboard Hot 100 e três Grammys, incluindo Música do Ano.] Em algum momento depois, ele realmente voltou e disse algo como: “Tudo bem, talvez eu estivesse um pouco errado sobre isso.” É assim que ele sempre foi comigo, esse tipo de irmão mais velho; honestidade e verdade. Sempre vem de um lugar de cuidado genuíno. Sabe o que quero dizer? Então, mesmo na primeira experiência, lembro de ter apreciado aquela conversa sincera e honestidade genuína.


E depois tivemos uma experiência semelhante com “Empire State of Mind”, na verdade. Ele vinha tentando entrar em contato comigo para compartilhar a música. Ele não conseguia realmente me encontrar por diferentes motivos. Finalmente, ele me alcançou através do Swizz, e disse: “Eu realmente preciso falar com ela—quero que ela tenha a chance de fazer parte disso.” Acabamos nos conectando, e ele me enviou uma versão que era apenas o esqueleto da música. Vocais dele ainda não estavam nela, e você podia ouvir a estrutura de uma ideia de refrão. E já sem ter mais nada, eu pensei: É isso. Eu sei o que é isso. Lembro-me especificamente de conseguir entender o refrão, que já estava um pouco desenvolvido, e então adicionar a ele, e depois realmente sentir que havia a chance de ter essa ponte. Então fui para o estúdio, comecei a idear algumas dessas partes; acabei estando na França para fazer alguns shows. E me lembro de que eu estava doente, e ele tinha um prazo, e eu pensei: Não, ele precisa dos vocais. Então gravei os vocais, mesmo estando um pouco indisposta. E eu estava adorando. Soava ótimo. Tranquilo. Eu estava no estúdio pensando: Oh, essa música vai ser demais. Mal podia esperar para enviá-la para ele.


Então, talvez uma semana depois, ele me ligou. E eu fiquei tipo, 'E aí, cara? Nossa, tão empolgado com esse disco. Isso é loucura.' Ele disse, 'É, é loucura.' E eu fiquei, 'Então, tudo está indo bem?' E ele disse, 'Siiim...' —[ela representa como ele prolongou a palavra, fazendo uma pausa]— 'exceto tipo... não sei, você acha que deveria tentar mais uma vez?' E eu fiquei tipo, 'O quê?! O que você quer dizer com ‘tentar mais uma vez?’' Ele disse, 'Hum, não, quero dizer, está ótimo, e soa muito bem, mas não sei, só sinto que talvez haja mais uma coisa.' Então eu tento não me ofender! Fiquei um pouco pasma. E ele disse, 'Também, você sabe aquelas coisas que você faz no seu disco? Você vai, 'Oh!' 'Yeah!' Sabe quando você faz isso? Pode colocar um pouco disso também?' Então eu fiquei tipo, 'Tudo bem, tudo bem, tudo bem, tudo bem. Vou te mandar de novo. Vou te mandar de novo.'


Eu volto para Nova York. Estou no meu auge. Estou melhor. Não estou mais doente. Eu me sinto ótima. Tive a chance de conviver com isso, de sentir a vibe disso. E eu volto para o meu estúdio e faço isso, e consegui todas as partes. Consegui o, “Oh!…Yeah!” E consegui o refrão. Obviamente, é um grande, grande refrão. E eu simplesmente senti que estava lá no fundo, e eu gravei, gravei, gravei. Boom! Então eu devolvi. Eu fiquei tipo “Uhhh!” Porque ele estava me desafiando. Ele dizia, “Yo, é isso. É isso. Eu adoro.” Você sabe, ele é perfeccionista. Ele mantém um padrão alto.


Ele Está em Modo Legado Há Muito Tempo

O presidente da Bacardí, FACUNDO L. BACARDÍ, sobre empresas familiares.


Uma de nossas reuniões antes de finalizar a parceria com a D’ussé [a marca de conhaque fundada por Jay-Z] foi em 2012 no Carnegie Hall, onde ele estava organizando um concerto beneficente para a Shawn Carter Scholarship Foundation. Foram dias após o New York Giants vencerem o Super Bowl e a energia em Nova York estava eletrizante. A expectativa de Alicia Keys subir ao palco com ele para cantar “Empire State of Mind” era o burburinho entre o público.


Nos bastidores, o clima era diferente. Nos encontramos lá antes do show, e eu me lembro vividamente de Shawn sorrindo porque ele havia acabado de se tornar pai um mês antes. Eu vi alguém que estava pensando na próxima geração e no legado. A Bacardí é uma empresa de 164 anos e continua sendo de propriedade familiar após sete gerações. O legado é importante para nós. Tudo o que fazemos é pensando no longo prazo e, naquele momento, eu vi um homem que compartilhava desse sentimento. Semanas depois fechamos o negócio e o conhaque D’ussé rapidamente se tornou um dos destilados que mais cresciam na época.


Ele Pode Rimar Sobre Acordes do Phish

TREY ANASTASIO sobre sua sessão de improviso com Jay-Z para a eternidade.


Quando Jay-Z veio e se apresentou com o Phish [no KeySpan Park, Brooklyn, 18 de junho de 2004], a parte do show foi boa — pensei que talvez pudéssemos ter feito melhor no show — mas a experiência nos bastidores foi um dos maiores momentos da minha vida. Nunca vou esquecer isso enquanto eu viver.


Jay e sua equipe chegaram em um Bentley, eu acho. Tinha cortinas de tecido nas janelas, o que eu achei muito legal. Eles vieram para os bastidores e nós simplesmente começamos a ficar juntos. Jay era tão legal e tão receptivo. Não sabíamos o que íamos tocar. Eu tinha minha guitarra elétrica hollow body, desligada. Comecei a tocar alguns acordes simples, e ele começou a rimar, sem microfone, bem no meu ouvido. Cara a cara. Eu apenas tocava na guitarra, e ele estava fazendo, tipo, "Big Pimpin'" e "Girls, Girls, Girls" e "Izzo," e essas músicas incríveis, a poucos centímetros do meu rosto, silenciosa e gentilmente, flow do século, tudo aquilo.


Quando Jay-Z fez uma aparição surpresa em um show do Phish, as mentes dos amantes de banda 'jam' ficaram impressionadas. Por Zohar Lazar.
Quando Jay-Z fez uma aparição surpresa em um show do Phish, as mentes dos amantes de banda 'jam' ficaram impressionadas. Por Zohar Lazar.

Foi aí que eu realmente percebi o quanto esse cara é talentoso. Eu senti como se estivesse tocando com um mestre saxofonista de jazz. Como se eu estivesse tocando com um músico de jazz de alto nível — e eu já toquei com alguns desses ao longo dos anos, sabe, incluindo Marshall Allen, que teve o mesmo efeito sobre mim, e alguns dos caras do Sun Ra. Quando Jay-Z começou a rimar sem microfone, apenas no ar, o primeiro pensamento que passou pela minha mente foi: Este cara é um mestre na sua arte. O fluxo e o domínio da linguagem, e as reviravoltas das rimas. Quero dizer, foi impressionante. Completamente impressionante. Foi transformador de certa forma para mim. Acho que eu realmente não entendia até aquele ponto a maestria de um rapper de alto nível. Incrível, incrível bênção ter vivido aquela noite juntos.


Ele Não Se Acha Demais Para Nada

CHRIS MARTIN sobre encontrar o lado doce de Jay-Z.


Beyoncé se virou em um evento de premiação em 2002 e disse: 'Eu gosto da sua música', e eu basicamente desmaiei. Eu já estava encantado por eles, profissionalmente, é claro. Conheci o Jay por volta daquela época—não consigo me lembrar onde—e ele disse: 'Ok, vamos ser amigos.' E eu fiquei tipo, 'Ok...'


Eu não o vi por um ano, e então estávamos neste evento beneficente do Robin Hood em Nova York, e ele me disse: “O que aconteceu com nossa amizade?” E eu disse: “Pensei que você estivesse brincando.” Sou de Devon, na Inglaterra. Acho que na época parecia, 'Por que o cara mais legal do mundo quer ser amigo do cara mais sem graça do mundo?'. Foi o que minha autoestima disse. Mas, para ser justo, eu senti uma conexão imediata em termos de conexão de almas, ou algo assim.


Acho que provavelmente somos almas bastante semelhantes, nascidas em lugares muito diferentes. Algo que eu diria que ambos compartilhamos é que não somos tão críticos sobre o que é ótimo, em termos de gênero ou estilo. Quando o conheci, na verdade, eu estava realmente lutando com algumas dúvidas sobre mim mesmo, e ele era muito fraternal naquela época. Houve uma sensação de irmão mais velho, de incentivo e de crença. Apenas um profundo senso de 'Você precisa acreditar no que está fazendo porque é realmente bom', o que foi inestimável.


Uma vez, estávamos em um after em Nova York, ouvindo “Don’t Stop ’Til You Get Enough” de Michael Jackson, bem alto em alguns alto-falantes. Quando a música terminou, ele se virou para mim como se tivesse 12 anos, e disse: “Você consegue imaginar como foi a sensação, o fim daquele dia no estúdio?” E eu apenas pensei, Sim. Seu exterior é tão legal quanto pode ser, não há dúvida—ele é o homem mais legal do mundo. Mas por baixo, há um verdadeiro senso de maravilha e alegria. Não é oco por dentro. Há tanta humanidade, emoção e sentimento, e você pode ouvir isso cada vez mais em sua música. O tipo de fachada desaparece e você chega em 4:44, e é tão de coração aberto.


Acho que ele está mostrando o caminho para os homens — o jeito como ele transformou as coisas para ser uma pessoa tão familiar, apoiar sua esposa, que admite ser sobre-humana, e colocar seu ego de lado. Não sei se as pessoas entendem quanta força isso exige de um homem. Isso exige muita segurança, muito trabalho árduo e muito pensamento e aprendizado. E ele de alguma forma ainda consegue ser tão legal quanto era quando cantava “Big Pimpin’.” Entende? De alguma forma, ele transformou levar os filhos à escola na coisa mais legal do hip-hop.


Ele Pede a Mesma Coisa Sempre

O chef e proprietário do Lucali, MARK IACONO, sobre receber Jay-Z por quase duas décadas.


Foi lá em 2007. Meu restaurante tinha aberto talvez há um ano. Ele veio com seu personal trainer, Marco, e apenas pediu uma pizza simples. Eu disse: “Você deveria experimentar a pepperoni—é muito boa.” Ele respondeu, “Ah, eu não como porco.” Eu disse, “Bem, é pepperoni de carne bovina.” E ele ficou tipo, “Como assim?” Eu disse, “É isso mesmo.” Ele disse, “Tudo bem, vou experimentar.” E ele adora o pepperoni de carne bovina daqui. Acho que é isso que o faz voltar, o pepperoni.


Na segunda vez, ele trouxe Beyoncé aqui. Estou supondo que era um encontro, porque, você sabe, os dois sentaram aqui, estavam se olhando nos olhos; acho que três dias depois, eles ficaram noivos. Liguei para Marco: “Foi a pizza?” Eu disse: “Sim, quando a lua no céu é como uma grande torta de pizza, isso é amor….”


E se tornou o lugar de encontro deles. [Antes de morarem em LA] eles vinham uma vez por semana, aos domingos. Esse pequeno mural na parede em Brooklyn, na Henry Street. Jay e B, eles já estiveram aqui pelo menos 300 vezes. Para Jay, uma pizza simples, com um lado de pepperoni. Ele gosta do lado. Com Beyoncé, novamente, um lado de molho de pimenta quente, com um lado de pepperoni. E esse tem sido o pedido pelos últimos 19 anos. Eu faço uma sugestão—“Jay, temos isso hoje à noite….”—e ele diz: “Não! Me dá minha pizza simples.” “Tudo bem!”


Quando ele entra aqui, as pessoas ficam empolgadas; ele cumprimenta todas as mesas, acena para elas e se senta para comer. Enquanto ele está jantando, ele está apenas jantando. E as pessoas respeitam isso. Ele simplesmente tem essa aura ao redor dele. Por alguma razão, as pessoas, pelo menos aqui, meio que respeitam sua privacidade, e o deixam jantar, sem incomodá-lo. Jay disse: 'A melhor segurança de Nova York são as garçonetes do Mark.'


Se você se sentar ao lado de Jay-Z no jantar, pode ter sorte. De acordo com o dono da pizzaria favorita dele, ele gosta de compartilhar. Por Zohar Lazar
Se você se sentar ao lado de Jay-Z no jantar, pode ter sorte. De acordo com o dono da pizzaria favorita dele, ele gosta de compartilhar. Por Zohar Lazar

Mas quando ele vai embora, ele se despede de todo mundo. Ele tem sua garrafa de vinho bonita e incrível na mesa, sem terminá-la, e na saída, dá a um cliente. Às vezes ele traz essas sobremesas e não as termina, só ele e a esposa. E ele vai até um cliente: “Vocês podem gostar dessas. Elas são muito boas.” Ele é assim.


Normalmente, receberíamos uma ligação dizendo que eles gostariam de vir—é assim com todos os nossos clientes habituais. Mas às vezes o Jay simplesmente aparece, e não temos uma mesa para ele, e nós os vemos esperando na calçada e conversando com os clientes.


Uma vez, eles disseram: “O Jay gostaria de entrar—você se importa?” Já era tarde, estávamos fechando. Eu fiquei tipo: “Tudo bem.” “Ele está com algumas pessoas com ele”, disseram. Acho que havia uma premiação no Barclays Center. E ele entra. Era Taylor Swift, Justin Timberlake, Jessica Biel, Mary J. Blige, Serena Williams. Eu fiquei tipo, Isso está realmente acontecendo agora? Havia cerca de 15 carros estacionados em fila dupla do lado de fora.


Eles acabaram de comemorar o aniversário da Blue aqui, talvez há um mês. Ele trouxe toda a família, cerca de 20 pessoas. Eu me lembro de quando a Blue nasceu. Eles estavam aqui uma noite, eu estava fazendo pizza, e minha garçonete, Barbara, que está comigo há uma eternidade e os conhece muito bem, estava ao lado do caixa. E a Beyoncé estava bebendo cerveja sem álcool. Eu fiquei tipo 'O que ela está bebendo?' Barbara respondeu, 'Ah, é cerveja sem álcool.' E nós apenas nos olhamos ao mesmo tempo. [Ele baixa a voz.] 'Ela está grávida!' Foi meio cômico. Quando eles saíram, eu joguei a garrafa lá em cima. [Iacono aponta para uma prateleira, principalmente com garrafas de vinho, em uma parede bem acima da área de refeições.] Vê aquela baixinha? Às vezes, de vez em quando, algum cliente tira uma foto escondida, e eu não queria que vazasse, tipo Beyoncé bebendo cerveja enquanto estava grávida. Então simplesmente guardamos a garrafa, caso precisássemos. E ela ainda está lá em cima.


Eu tenho outra história engraçada do Jay. Acho que esta poderia ter sido a quarta ou quinta vez que ele vinha aqui. Eu estava indo em direção à porta, e ele estava entrando, e ele me abraçou para dizer olá, e disse: “Eu acho que você deveria solucionar isso.” Eu disse: “O quê?” Ele disse: “Eu acho que você deveria solucionar isso.” Eu disse: “Solucionar o quê?” Ele apontou para a janela atrás de mim. Minha chaminé estava pegando fogo. E eu fiquei tipo, “Ok, estamos fechados—desculpa!” Ele pegou a Beyoncé, e eles foram para fora. E conseguimos tirar todo mundo, e apagamos o fogo. Mas eu nunca vou esquecer dele me avisar. Eu pensei, “Oh Deus, ele nunca mais vai voltar.” Mas naquela noite eu recebi a ligação: “Posso fazer algo? Se você precisar de qualquer coisa, me avise.”


Ele Conhece Seu Espumante

O herdeiro da LVMH, ALEXANDRE ARNAULT, sobre a amizade profissional deles.


Na Armand de Brignac, onde trabalhamos juntos a cada trimestre em um ambiente de conselho, fico constantemente impressionado com seu conhecimento enciclopédico do mundo de vinhos e bebidas espirituosas e sua capacidade de antecipar tendências de mercado antes de quase todos os outros. Além da relação profissional, também somos amigos próximos — mas o que sempre me impressionou é o quão claramente ele separa os dois. Na sala de reuniões, ele é rigoroso, preciso e profundamente focado no longo prazo. Fora dela, ele é atencioso, generoso e infinitamente curioso. Sua curiosidade intelectual é excepcional.


Ele é um Ator Melhor do Que Afirma

A cineasta MELINA MATSOUKAS sobre a vez em que Jay-Z improvisou com Sean Penn.


Eu escrevi um 'trato' para um dos artistas de Jay-Z enquanto ele era presidente da Def Jam. E ouvi que ele leu o 'trato' e realmente gostou, e ele disse: “Mas quem é essa?” Eu não consegui o emprego porque não era ninguém naquele momento. Acabei fazendo outro vídeo para outra artista chamada Shareefa na Def Jam. Depois, fiz um vídeo com Ludacris e Pharrell, que também estava na Def Jam. Então, ele realmente me deu duas oportunidades lá. Depois, conheci-o em uma after-party do MTV [Video Music] Awards, e ele estava lá com Beyoncé. Todo mundo estava alinhado como se fossem o rei e a rainha do hip-hop, como realmente são. Fui apresentada a ele por um executivo, e ele disse: “Ela é a próxima.” Eu estava tão cheia de alegria, otimismo e inspiração naquele momento que ele diria algo assim. Ele me apresentou a Beyoncé, e eu ingenuamente disse a ela: “Eu vim por causa de você.” Então, dois meses depois, ela veio atrás de mim. E eu dirigi quatro dos vídeos dela no B’Day.


A primeira vez que trabalhei com ele foi em um daqueles vídeos, “Upgrade U.” Eu estava apavorada o tempo todo porque estava trabalhando com, obviamente, uma das maiores estrelas pop—e aí eu estou pedindo para ela imitar o namorado dela. Ele estava no set para apoiá-la e também para desempenhar seu papel. Ela saiu parecendo exatamente com ele, e eu me lembro de quando ela fez o verso, e ela teve que pedir para ele sair porque estava tão envergonhada. E eu fiquei bem envergonhado por pedir para ela fazer o verso, mas ela arrasou. Obviamente, ela o conhecia bem. E então ele apareceu [e se apresentou], e ela se sentou ao lado dele.


Então nós fizemos o vídeo “Run” dele. Eu estava apenas tentando criar algo que ele ainda não tivesse feito antes. Quando se trata desses dois, é realmente difícil porque eles já fizeram tantos videoclipes. Então eu pensei que seria emocionante fazer um mini-filme—pegar um monte de atores para interpretar seus papéis e fazer um trailer. Eles gostaram muito da ideia, ou pelo menos ela gostou. Acho que quando ele trabalha comigo, eu estou sempre—provavelmente um pouco influenciado pela esposa dele—fazendo-o fazer coisas que ele não quer fazer. Eles eram um casal em fuga, roubando bancos e se casando de motocicleta e tudo mais. Eu sempre tento acrescentar algo que ele gosta—ele gosta de andar de motocicleta.


Fiquei realmente surpreso que ele pudesse atuar tão bem. Eu nunca tinha visto ele realmente atuar, então acho que o fato de ele ter que realmente fazer as falas e tal... Mas então ele foi a pessoa mais natural que eu já tinha visto atuar. Talvez porque ele tivesse Sean Penn com ele. Eles inventaram todas aquelas palavras e improvisaram totalmente a cena. É um trailer, então você só precisa de um pedacinho de uma fala. Acho que eu tinha anotado algumas ideias do que eles poderiam dizer—nem lembro se já tinha dado para eles ainda. Eles chegaram ao set e tiveram que improvisar toda essa cena. Era como uma cena de diálogo de dois minutos, e foi ótimo. [A linha do Jay-Z é: “Eu só lembro de uma vez que você me disse, ‘Quando a merda ficar maior que o gato, se livre do gato.’”] Eu disse algo como, não sei o que você está dizendo ou qual é essa metáfora, mas está funcionando. Ele é obviamente um mestre das palavras. Eu disse: ‘Não sei por que estou tentando escrever as falas. Ele deveria estar escrevendo o roteiro para mim. Ele deveria estar escrevendo o diálogo de todo mundo.’


Ele Deixa a Realeza à Vontade

O apresentador britânico TREVOR NELSON sobre apresentar Jay-Z ao futuro Rei Charles.


Eu tinha começado um programa na MTV UK em 1998 chamado The Lick—MTV UK nunca tinha tido um programa verdadeiro de música Black. Eu fazia essas festas, e na terceira ou quarta festa, consegui que Jay-Z se apresentasse com “Hard Knock Life.” Ele chegou ao local, estava relaxando no clube, apenas dançando com algumas pessoas, curtindo na pista de dança—não na área VIP. Ninguém no Reino Unido realmente sabia quem ele era naquela época. A menos que você fosse fã de hip-hop, não o conheceria. Então eu peguei o microfone e disse: “É, limpem a pista de dança,” joguei o microfone para ele, ele subiu, fez “Hard Knock Life,” arrasou, largou o microfone e foi embora. Todo mundo ficou tipo, “O quê?”


Eu percebi ele naquela noite, como ele estava se movendo. Ele estava tão relaxado. Às vezes eu achava meio complicado entrevistar rappers porque eles tinham que corresponder a uma persona. Sempre achei Jay-Z muito, muito, muito diferente. Considerando que eu sempre o avaliei como um dos maiores de todos os tempos, eu esperava que ele fosse um pouco mais do tipo “Você sabe quem eu sou?” e ele nunca passou essa impressão, nunca. Ele é tão quieto. Ele apenas observa o ambiente calmamente, observa, absorve como uma esponja. Com a maioria dos rappers que conheci, você absolutamente sabia que eles estavam na sala. Com Jay-Z, a única razão de você saber que ele está na sala é porque ele é alto.


Quando a realeza do hip-hop encontrou a realeza britânica... tudo foi ótimo. Por Zohar Lazar.
Quando a realeza do hip-hop encontrou a realeza britânica... tudo foi ótimo. Por Zohar Lazar.

Eu fui embaixador do Prince’s Trust para o Príncipe Charles — embaixadores são apenas pessoas que em algum momento de nossas vidas trabalham para o Prince’s Trust em nosso tempo livre, orientam jovens ou fazem coisas do tipo. Eles arrecadam dinheiro para muitos jovens desfavorecidos neste país ao organizar grandes bailes que são muito populares, mainstream, e basicamente muitos brancos participam. Em 2004 eles tiveram uma grande reunião comigo, e eu disse: “Bem, eu posso montar uma programação para vocês, mas se vocês querem que os jovens que importam em Londres venham a este show, precisam trazer alguém como Jay-Z.” E ele concordou em vir.


As pessoas do príncipe Charles estavam um pouco nervosas com o fato de Jay-Z ter o passado que tinha, como um hustler de rua. Confesso ex-traficante de drogas, certo? Não estou dizendo que foi o príncipe Charles que estava preocupado, mas seus subordinados estavam meio que, “Ele é rapper, tem um passado... perto do futuro rei. Não sabemos se devemos ter essa associação em uma foto.” Eu tive a dificuldade de puxar Jay de lado e explicar para ele, “Eles estão um pouco desconfortáveis—o príncipe Charles quer te conhecer, mas eles não querem que isso seja divulgado por todo o mundo caso volte contra ele.” Eu pensei, Oh meu Deus, eu não me inscrevi para isso. Como é que vou contar isso para o Jay? Enfim, tivemos essa conversa.


Eu os apresentei. E eu me lembro do Príncipe Charles dizendo algo como: “William é um grande fã da Beyoncé”, ou algo assim. Parecia apenas uma conversa genuína, provavelmente só uns minutos. Eles estavam brincando e rindo. E você vai encontrar uma foto em algum lugar — ela existe — dos dois rindo. E é uma foto linda, maravilhosa, maravilhosa. Dá para ver que é uma risada genuína, os dois. Eu fiquei pensando: “Viu? Sem problema.” Porque esse é o Jay. Ele simplesmente faz todo mundo se sentir à vontade. Ele o conheceu e eles se divertiram muito. Foi uma coisa adorável.


Ele vai te elogiar

Duas vezes Jay-Z deu o devido reconhecimento a KILLER MIKE.


Big Boi recebeu uma ligação no ônibus da turnê [Killer Mike, no início de sua carreira, foi assinado pela gravadora de Big Boi e apareceu em vários discos do OutKast] e ele volta e diz: “Ei, era só o Jay-Z no telefone—ele quer que eu participe da música dele, e ele quer que você participe também.” E eu fiquei tipo: “O quê?” A música se tornou “Poppin’ Tags”—foi apenas uma oportunidade incrível. Ir ao estúdio do Jay para conhecê-lo, eu estava nervoso demais para rimar. Mas fizemos a música, cara, e as pessoas amaram a música. Eu ganhei muito destaque com a música—as pessoas diziam: “Você se levantou ao lado de alguns gigantes com ele, Big Boi e Twista.”


Mas eu não sabia o protocolo adequado de como abordá-lo publicamente. Eu estava na MTV, ele também estava lá. Ele estava andando pelo corredor cercado de pessoas—você sabe, tirando fotos, conversando. E eu fiquei lá meio que na minha, tranquilo. Não estava pressionando nem insistindo. E ele simplesmente para. E todo mundo meio que para ao redor também. Foi como aqueles momentos de filme. Ele me olha e diz: “Ei, mano, você nem vai falar comigo? Quer dizer, eu te coloquei no meu álbum e tudo.” E foi o momento mais gentil, humano e simplesmente... todo mundo na sala desapareceu, e éramos apenas dois rappers que se respeitavam. Naquele momento na MTV, quando ele parou para me cobrar por não falar, eu percebi que estava lidando com um ser humano de elite.


E, cara, eu fiquei simplesmente impressionado com o quão incrível ele era. E, ao longo dos anos, o quão incríveis nos tornamos. O fato de eu poder mandar uma mensagem para o Jay-Z agora mesmo, e em instantes ou minutos, esperar a resposta. Ele é um incentivador. Ele ouviu minha música antes mesmo de ser lançada. Ele me disse que ouvir 'Michael' era como ir à casa da sua tia e poder assistir a um filme que você não deveria assistir, com palavrões nele. Ele me ligou depois da minha prisão no Grammy [em 2024, Killer Mike ganhou três Grammys por 'Michael' na parte não televisionada do show, mas foi preso após uma altercação com um segurança e não pôde comparecer à cerimônia principal, na qual Jay-Z recebeu o Prêmio Dr. Dre de Impacto Global], e três horas e meia depois, estava livre.


Ele disse: “Droga, cara, como você foi preso? Eu ia fazer você subir ao palco e dizer parte deste discurso comigo.” Ele ia fazer eu dizer algo em nome dos artistas. Ele disse: “Não, estou falando sério. Eu queria que você subisse.” Mas o que tinha que acontecer aconteceu. Eles me prenderam como um rapper, me liberaram como um herói do povo.


Acho que as pessoas entendem errado de alguma forma, porque ele é rico e famoso, elas acham que ele está desconectado. Jay está ligado no que está acontecendo, porque ele mantém o ouvido, ou ele dá seu ouvido, a pessoas que estão na linha de frente—seja trabalhando com questões de imigração com 21 Savage, libertando Meek Mill quando um juiz o havia condenado a alguma sentença absurda. Ele não apenas mostra aos jovens que "estou disposto a ajudar", ele mostra aos jovens como ser útil. Ele é um bom homem negro. E a portas fechadas, eu o vi trabalhar muito para garantir que outros artistas atrás dele, que se parecem com ele, que vieram de lugares de onde ele veio, tenham uma oportunidade igual e ampla de ter sucesso.


Ele Serve o Melhor Almoço de Los Angeles

Uma última coisa de JEYMES SAMUEL.


[Quando eu estiver em Los Angeles] provavelmente vou lá para almoçar porque a casa do Jay tem o melhor almoço que você já... Eu e Jay Electronica não chamamos de casa dele, chamamos de Three Course Carters. Você tem três etapas de tudo. Você tem três etapas de água. Se você quer um copo de água na casa, você tem água sem gás, com gás, e um toque de fruta. Assim que a água está acabando, você verá uma mão aparecer para colocar mais água. Então eu vou lá, fingindo que estou indo a negócios. Mas, na verdade, eu só vou lá por causa da comida. Sempre digo que é meu restaurante favorito de todos os tempos, a casa do Jay. Meu restaurante favorito.


Na íntegra por GQ.

Todos os direitos reservados.

Tradução: @99JAYZBR





 
 
 
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