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  • 7 de jun. de 2024
  • 6 min de leitura

Análise do episódio 10: 'Apelo em Massa' da Temporada 6 de 'All American'

Neste episódio, assim como toda a temporada, continuamos acompanhando a chegada de Spencer James à NFL, maior liga de futebol americano do mundo.


Logo nos primeiros minutos, estamos à mesa com Spencer James e sua mãe diante do 'tio' do Eric, o jovem que Spencer daria uma chance como seu agente pela forma pessoal que tratou os negócios no terceiro episódio. O ponto de estranheza aqui é pelo fato do tio do recém-promovido agente aparecer para uma importante etapa que dará ao agenciado à grande chance de ingressar na NFL, e com uma explicação artificial de 'apenas quis aparecer primeiro antes de assinar com meu sobrinho'. Negócios não são tratados dessa maneira.


Mas se a intenção era trazer a experiência do que viria pela frente, o senhor de cabelos grisalhos cumpriu o papel , quando citou o fato da estrela crescer com uma mãe solteira e as dificuldades que impõe esse cenário, jogando luz às questões pessoais que Spencer sempre toma para si com seus melhores discursos. E, apenas quando ele vai embora descobrimos o nome (Bryant) e que ele é um treinador, para que isso faça sentido de alguma forma.


Em Beverly Hills, o bebê AJ ganha protagonismo com suas reações e expressões sensacionais - repare o olhar sério - para sua tia Liv, que o assume diante das negativas do Vortex em comparecer ao almoço (brunch) da Layla, o que deixa margem para cada um interpretar de qual seria realmente o motivo de ninguém querer comparecer, e apoiar a amiga diante de uma etapa importante no processo da terapia, pois o evento era parte da lista de coisas que ela tem como sucesso em sua vida.


Outro ponto: não sabemos o quanto de verdade há em 'All American' que se baseia na vida real de Spencer James, mas há julgar pela forma como a trama aborda que Jordan não seguiu o mesmo caminho profissional, podemos levantar alguns questionamentos com base no que está sendo apresentado na trama. 


O episódio aborda o importante evento NFL Combine, onde jovens universitários realizam testes e entrevistas com diversas franquias antes de serem realmente escolhidos para seus times, e Jordan, que teve um aproveitamento de 75% nos passes para touchdown na final contra a Coastal assim como Wade, sequer compareceu no evento. O quarterback que passa a série toda buscando brilho próprio em sua posição com direito a enfrentamentos - que em determinados momentos, se tornaram cansativos - com Spencer James, não compareceu ao evento que poderia dar a ele seu desejado sucesso. 


Se pegarmos pelo contexto, é ainda pior, ele vinha tendo números extraordinários desde o início da sexta temporada com a chegada do Mack na GAU, mas será que ele teria aberto mão disso apenas pela crítica em um podcast do próprio Mack sobre os números fracos de um quarterback calouro em seu primeiro ano na NFL? Jordan simplesmente foi até lá, rebateu no mesmo podcast e ficou por isso mesmo? E ainda sim, posteriormente ele foi decisivo no espetacular bloqueio ao oponente para deixar caminho livre para Spencer fazer os pontos do título na final, sua ascensão na posição esta temporada e seu maior sucesso nas estatísticas que até a Layla citou, não foram o suficiente para ele buscar a vaga nos profissionais?


Se ele abriu mão disso, então ele realmente está disposto a estar com a Layla. Neste episódio, percebemos que Jordan escolheu estar com a sua noiva, e assim o fez no lançamento do brunch, contornando contratempos e se colocando à disposição, para cuidar de tudo para sua amada.



Em Indianapolis, Spencer James é obrigado a lidar dessa vez com o Gordon - porque o Eric, não apareceu de novo, nem quando isso poderia ser um grande aceno como empresário em dirigir a carreira de uma das grandes estrelas da NFL. Então começamos a ver como as entrevistas podem ser realmente duras, se você não for como Wade que pode sair pra beber com o treinador, os questionamentos sociais e cheio de estereótipos racistas leva à um desconforto que transcende a tela.



Enquanto isso, tia Liv tenta buscar conexão pessoal com AJ, sem sucesso e ainda desliga o telefone com uma frieza ímpar, que qualquer criança poderia chorar em situação real quando elas estão longe do seus pais, e os vê por um instante através de uma chamada de vídeo. Mas é com a chegada da Senhorita Baker que assim como seu falecido marido, ensina com maestria que conexões levam tempo e não podemos tornar pessoal quando isso demora mais do que estamos acostumados, que deveríamos buscar entender o contexto, e isso se desenrola durante todo o episódio. Não, não é pessoal.


É isso que Spencer precisa quando os entrevistadores seguem pressionando ele e dessa vez aborda uma desistência... uma não, duas! E nos lembra que Spencer não é uma rocha firme, que ele passa por momentos em que desiste quando o fardo é grande demais para suportar, assim como pra mim, para você, todos nós passamos por momentos que o peso parece tão grande e quando isso acontece... não queremos falar sobre, o que leva imediatamente Spencer para fora, cansado e exausto da sala.


Quase simultaneamente, Layla e Olivia ligam para seus respectivos parceiros e percebem o quanto ambos precisam de ajuda.


Eis que aparece Darnell, de maneira necessária, para lembrar ao Spencer James onde eles estão e como é difícil para pessoas de cor chegarem aonde chegaram.


Foi uma boa tentativa.


Conhecemos Spencer há seis anos, ele não vai aliviar o peso de tudo sem que uma perspectiva lhe mostre verdadeiramente onde está a essência disso, e adivinha quem chega pra isso? Olivia. O brilho dos olhos dele já responderia quase tudo.


Embora muito de nós respondemos quase instantaneamente quando Olivia diz 'quem acorda antes do sol'? (Sério?), ela é quem Spencer realmente precisava. Mais do que namorada, a personagem têm sido coesa e coerente a temporada toda, com sua história linear e com seus pensamentos maduros, vindo de tudo que ela passou até a construção do livro do seu pai. Só ela nesta série, na posição de intimidade em que ocupa na vida dele, poderia levar essa perspectiva: você deve se ver como quem superou os problemas à sua volta, não que foi afetado por eles. Por mais duro que seja todos os cenários, todos os estereótipos, você passou por tudo sem destruir sua essência ou definir quem você é. Definitivamente filha de Billy Baker.


Enquanto Jordan distribui algo similar para Layla que busca acertar no segundo brunch seguido: a vitória é da equipe, não de um só. Quem sabe ele tenha lembrado que um dia ele jogou futebol americano e que ele está deixando passar a NFL assim... 


Com uma mente fresca e um novo dia após a tormenta, Spencer enfim encontra suas respostas e se vê como alguém que superou os problemas, em mais um das suas grandes e sinceras citações.


No Laylas', Jaymee ganha reconhecimento pela sua experiência e pela forma como foi ajudar Jordan a lidar com as adversidades de um dia a dia de um restaurante. Layla oferece o emprego de gerente, mas para certa surpresa de todos, ela rejeita. Assim como Asher, estranhamos como ela negou algo que ela gosta de fazer, então Jaymee é sincera sobre suas inseguranças e sobre estar com AJ para que o 'pai precise trabalhar'. Sob a perspectiva profissional do episódio, vemos o arco abordar para o tema atual nos dias de hoje em um relacionamento: onde a mulher, direta ou indiretamente, possa lidar com o trabalho e também ser a única responsável financeiramente enquanto seus parceiros ainda não se encontraram, como Asher que assume estar perdido desde que Montes foi embora ou Jordan, que aparentamente, escolheu não seguir a carreira profissional do futebol americano. Ligar os personagens dessa forma, como a postura da Liv lá no início de assumir ficar com AJ para que seus pais fossem ao brunch, mostra que o tema foi propositalmente abordado.


Assim como a conexão que Liv também consegue com AJ, que propositalmente lembra como ela é filha do Billy Baker e como ele sempre encontrou maneiras de ensinar seus alunos, para enfim encontrar seu propósito para seu livro: torná-lo um livro infantil. Mais uma história bem construída para a personagem.


Agora nova gerente do Lounge, Jaymee pede para que Layla demita Jordan e assim ela o faz, mas o lembra como ele é um ser humano maravilhoso por estar do lado dela durante todo o processo terapêutico que a personagem passa no momento.


Aliás, a atriz que dá vida à Layla tem tido atuações impecáveis para lidar com todo esse processo. É com perfeição que Greta Onieogou transcende as inseguranças, a vulnerabilidade, as instabilidades da personagem. Em determinados momentos não sabemos se é personagem ou a atriz que passa por isso, tamanha perfeição nas atuações recentes.


Por fim, chegamos ao treinador Montes. Essa é a parte em que as coisas ficam pessoais, pois o ator Kamar de Los Reyes faleceu vítima de câncer na véspera de Natal, em 2023. A estreia desta temporada foi o único episódio de los Reyes filmado antes de sua morte.


Já sabendo do falecimento, a série vinha gradativamente trabalhando o cenário em que ele não seria mais parte da série. Por isso passamos o episódio inteiro agoniados com Asher mantendo distância de seu mentor para evitar o temido adeus. Sabendo do falecimento do autor, cada chamada perdida é tocante porque nos remete a lembrança dele, por isso somos lembrados dele o tempo todo nesse episódio, que termina com Asher enfim, atentando sua ligação de despedida após a viúva de Montes aparecer e entregar o último presente do treinador, que na história, deixou a Coastal para ir para a NFL e a vida... para a eternidade.



Nossos sentimentos.


- NOTA: 7/10

 
 
 
  • 3 de jan. de 2024
  • 8 min de leitura

Entrevista para Kim Kardashian, Interview, 26 de Outubro/2023

Shai Gilgeous-Alexander, ou SGA, como é conhecido pelos fãs de basquete ao redor do mundo, é um cometa imparável em quadra e está preparado para levar o Oklahoma City Thunder à sua melhor temporada em anos. Mas, fora das quadras, o astro canadense de 25 anos é frequentador assíduo da semana de moda, conhecido tanto por seus encaixes pré-jogo quanto por seu jumpshot. Uma pessoa que chamou a atenção foi Kim Kardashian, que fez de Shai um dos rostos de sua campanha viral de lançamento da Skims Men, e ligou para ele enquanto ele estava no ônibus da equipe para explorar tudo que estava acontecendo.


KIM KARDASHIAN: Oi Shai!


SHAI GILGEOUS-ALEXANDER: Ei Kim, como vai?


KARDASHIAN: Estou bem! Por isso, a campanha Skims saiu esta semana. Muito obrigado por fazer parte disso. Como tem sido para você?


GILGEOUS-ALEXANDER: Tem sido uma loucura.


KARDASHIAN: Posso apostar. Então, deixe-me ir a esse assunto. Você tem uma pele incrível. Você tem uma rotina matinal de cuidados com a pele?


GILGEOUS-ALEXANDER: Eu honestamente não uso nenhum produto para a pele.


KARDASHIAN: Uau, isso é surpreendente. Qual é a sua rotina matinal?


GILGEOUS-ALEXANDER: Eu costumo brincar um pocuo com a bola pela manhã. Tomo café da manhã antes disso. E depois temos uma sessão de vídeo em equipe e depois repassamos o plano de jogo. Aí eu costumo voltar para o meu quarto, me esticar um pouco e depois cochilo. Então levanto, me preparo, me visto e vou comer antes de irmos para a arena.


KARDASHIAN: Legal. Você tem algum ritual pré-jogo? Eu sempre quero saber quais são as músicas pré-jogo das pessoas.


GILGEOUS-ALEXANDER: Eu não ouço nenhuma música antes de um jogo. Isso ajuda a limpar minha mente, então não fico pensando muito. Mas eu sempre como uma maçã antes de subir.


KARDASHIAN: Sério?


GILGEOUS-ALEXANDER: Sim, [quando estava] crescendo eu ouvia música e isso me deixava muito irritado, então parei e funcionou.


KARDASHIAN: Super interessante. Você é um provocador em quadra? E você nasceu com isso? Ou você viu que todo mundo estava falando e então você ficou tipo, "Oh, eu tenho que fazer isso."


GILGEOUS-ALEXANDER: [Risos] Eu nunca começo isso. Mas eu sou um super competidor, então se alguém falar merda, não terei problema em acompanhar. Mas eu não digo nada até que alguém comece a provocar.


KARDASHIAN: Qual é a sua maneira favorita de matar o tempo quando você está viajando em viagens de carro?


GILGEOUS-ALEXANDER: Faço compras em cidades que têm bons pontos de compras.


KARDASHIAN: Então você não é um jogador de baralho?


GILGEOUS-ALEXANDER: Não, eu fico longe das cartas. Jogam demais.


KARDASHIAN: Sim. Então, o bem-estar mental é um tema tão importante, especialmente entre atletas que jogam em alto nível como você. Como desestressar?


GILGEOUS-ALEXANDER: Muito disso eu faço com amigos e familiares, só porque eles me dão uma escapada dos holofotes, da vida da NBA. Muitos deles estão em casa e vivem o dia a dia, então eu me afasto de toda a loucura que essa vida traz quando estou com eles.


KARDASHIAN: É muito importante ter um bom sistema de suporte.


GILGEOUS-ALEXANDER: Com certeza.


KARDASHIAN: Como você relaxa depois de um jogo?


GILGEOUS-ALEXANDER: Honestamente, eu vou comer. E aí eu costumo relaxar, assistir TV. Desligo o celular porque todo mundo está indo bem ou mal depois do jogo. Eu só fico de boa.


KARDASHIAN: Eu gosto disso. Fora do jogo, o que mais você é realmente apaixonado? Você tem algum hobbie?


GILGEOUS-ALEXANDER: Sim, eu amo futebol, eu amo tênis e amo moda. Esses são os meus três.


KARDASHIAN: Eu joguei futebol enquanto crescia e fui para o acampamento de tênis, então eu entendo você.


GILGEOUS-ALEXANDER: Você era boa?


KARDASHIAN: Eu era muito boa no futebol.


GILGEOUS-ALEXANDER: Oh maneiro.


KARDASHIAN: Tênis eu ia bem. Tive problemas no acampamento de tênis. Tenho histórias, mas vou guardar para outro dia. Então eu já disse isso antes, mas estou tão honrado que você concordou em fazer parte da nossa campanha de lançamento da Skims Men, então obrigado por isso. O que é mais importante para você em termos de conforto e desempenho da roupa?


GILGEOUS-ALEXANDER: A coisa mais importante para mim é como se sente na minha pele. Isso provavelmente é o número um, porque geralmente é a primeira camada sob a minha roupa ou o que quer que eu esteja usando, então como se sinto contra a minha pele é o mais importante.


KARDASHIAN: Sim. Se eu só vejo lã, eu começo a coçar.


GILGEOUS-ALEXANDER: [Risos] Exatamente.


KARDASHIAN: Eu não consigo nem colocar. Acho que sou alérgica na minha cabeça. Como você entrou na moda e onde você encontra inspiração para seus looks?


GILGEOUS-ALEXANDER: Na minha família, sempre fomos ensinados a ser apresentáveis ao sair de casa. Então, estar bem arrumado foi algo que sempre foi incutido em nós. E então, à medida que eu fui crescendo, meus amigos gostaram, então eu estava gostando. E então, tendo a plataforma que tenho agora, consegui continuar com isso e levá-oa a outro nível.


KARDASHIAN: Eu amo isso. Agora eu preciso ver uma foto de seus pais. Eu amo que eles incutiram isso em você. Senti isso da minha avó, sempre querendo ser super apresentável. Quem é o seu designer favorito?


GILGEOUS-ALEXANDER: Meu designer favorito—


KARDASHIAN: [O filho de Kardashian Saint West aparece no Zoom] This is Saint. Ok, deixe-me em paz por um minuto. Estou trabalhando. Ok? Te amo.]


GILGEOUS-ALEXANDER: Meu designer favorito. Eu provavelmente diria Virgil [Abloh].


KARDASHIAN: Amo essa vibe. Se você tivesse que nomear um traço ou atributo que recebeu de sua mãe, qual seria? E depois um do seu pai?


GILGEOUS-ALEXANDER: Minha mãe era atleta olímpica. Ela correu por Antígua. Então, além dos traços atléticos, eu provavelmente tenho sua determinação e sua ética de trabalho. Ela incutiu que se você quer algo na vida, você vai buscá-lo.


KARDASHIAN: E é tão louco porque você pode dizer isso como pai o dia todo.


GILGEOUS-ALEXANDER: Sim, exatamente.


KARDASHIAN: Mas é o que eles veem de você.


GILGEOUS-ALEXANDER: Exatamente. Qual é o melhor conselho que você recebeu de sua mãe sobre administrar um império?


KARDASHIAN: Eu?


GILGEOUS-ALEXANDER: Sim.


KARDASHIAN: É muito louco porque seus pais estão vivos?


GILGEOUS-ALEXANDER: Sim.


KARDASHIAN: Então meu pai não é, e [as pessoas] sempre elogiam mais o pai morto, então dizemos à minha mãe o tempo todo: "Nós te amamos tanto, muito obrigado". Mas todos os conselhos que lembramos são do nosso pai, porque você tenta segurar muito. Então eu sempre me lembro dele dizendo: "O sangue é mais grosso que a água". "Família é tudo." E muitos conselhos armênios: "Saiba quem você é, nunca mude seu sobrenome". Eles tentaram fazer com que os armênios mudassem nosso sobrenome ao se mudarem para a América, para não serem tão armênios. Então ele dizia coisas assim, e minha mãe era mais um exemplo de, tipo, "Ok, vamos descobrir. Vamos seguir seus sonhos". Ela não diria isso especificamente, mas foi, tipo, trabalhar para o que você quer. Você sempre pode descobrir isso. Você sempre pode pivotar. Ela começou sua carreira aos cinquenta anos, então você pode fazer o que quiser quando quiser. Mais que vibe. Qual é a única característica do seu pai?


GILGEOUS-ALEXANDER: Ele tem uma quantidade insana de confiança, e eu acho que ser um ponto fora da curva na sociedade ou em tudo o que você faz, ser ótimo em tudo o que você faz.


KARDASHIAN: Amo isso. O que você aprendeu com seu irmão mais novo?


GILGEOUS-ALEXANDER: Meu irmão mais novo, ele faz parte do grupo de pessoas que eu vou, para fugir. Ele sempre me mantém com os pés no chão. Ele nunca é muito alto, nunca é muito baixo e é super engraçado. Então ele é sempre uma lufada de ar fresco.


KARDASHIAN: O que você acha que ele aprendeu com você?


GILGEOUS-ALEXANDER: Acho que a maior coisa que ele provavelmente aprendeu comigo é manter seu círculo pequeno e ter as pessoas mais importantes com as quais você se importa ao seu redor e amá-las da maneira certa. Obviamente, neste negócio pode ficar complicado com relacionamentos e coisas assim, e à medida que ele está encontrando seu caminho, ele aprendeu isso. Conversamos um pouco sobre isso.


KARDASHIAN: Os irmãos são os melhores.


GILGEOUS-ALEXANDER: Com certeza.


KARDASHIAN: Não consigo sobreviver sem eles. Gosto sempre de dizer, sem arrependimentos, e sempre olhar para frente. Ao pensar sobre coisas que o moldaram do passado, qual é uma das coisas mais importantes que vem à mente que o moldou?


GILGEOUS-ALEXANDER: Tipo um ditado?


KARDASHIAN: Apenas qualquer coisa que tenha acontecido em sua vida, ou houve um momento ou período de tempo que o levou até onde você está hoje? Apenas do seu passado, onde as pessoas podiam dizer, tipo, "Oh merda, isso aconteceu e poderia ter me destruído e arruinado minha vida, mas em vez disso eu fui por esse caminho". "Mesmo que isso pudesse realmente ter me derrubado, eu não deixei e isso realmente me tornou uma pessoa melhor."



GILGEOUS-ALEXANDER: Eu fui cortado de um time de basquete que eu provavelmente deveria ter feito [mais] quando era mais jovem. E minha mãe me disse, você pode chorar sobre isso ou você poder fazê-los se arrepender. Essa abordagem da vida em enfrentar as adversidades mudou o curso da minha carreira dentro e fora das quadras, com certeza.


KARDASHIAN: Eu amo esse ditado. Você pode chorar sobre isso ou fazê-los se arrepender. Vou usar isso com meus filhos. Mas é verdade. Mas também acho que você tem isso em você para sentir isso, para fazê-los se arrepender. Você tem esse segredo.


GILGEOUS-ALEXANDER: Isso coloca um peso em seu ombro.


KARDASHIAN: Sim. Vi que você nomeou seus cinco melhores jogadores. Na verdade, eu vi isso porque desde que eu postei você, agora a minha página "Para Você" é entrevistas de você e coisas que você fez. Então eu realmente vi uma foto de seus cinco iniciais e era Kobe, Jordan, Iverson, Shaq e Durant. Fora do basquete, quem são as cinco pessoas com quem você gostaria de passar um dia? Gosto sempre de dizer morto ou vivo.


GILGEOUS-ALEXANDER: Se ele ainda estivesse aqui, Virgil Abloh, com certeza. Drake é meu irmão. Ele também é um fã de basquete e, obviamente, eu amo música, então nos conectamos. Vinícius Júnior, é um jogador de futebol com o qual pude me conectar. Ele é um cara legal. Denzel Washington é o meu ator favorito de todos os tempos. Sinto que pude aprender muito com ele. Tenho muitas perguntas a fazer-lhe sobre os seus papéis.


KARDASHIAN: Aposto que você poderia fazer isso acontecer. Aposto que ele seria um fã e diria: "Quer saber? Eu adoraria responder a todas as suas perguntas e ter uma refeição com você."


GILGEOUS-ALEXANDER: Eu desejaria.


KARDASHIAN: Talvez depois disso.


GILGEOUS-ALEXANDER: Então, por último, eu diria com certeza Kobe, se ele ainda estivesse aqui. Esse é o meu ídolo número um crescendo. Mentalidade Mamba, como ele jogava, como ele abordava o jogo, como ele se aproximava fora da quadra, tudo sobre ele. Triste por nunca ter conhecido ele antes de ele falecer.


KARDASHIAN: Sim, eu sinto isso.


GILGEOUS-ALEXANDER: E você? Ou você provavelmente já conheceu todo mundo.


KARDASHIAN: Não, não, não. Quer dizer, se eu pudesse ter um dia com alguém, eu teria um dia com meu pai. Então Jesus. Marilyn Monroe. Meu maior crush por celebridades é JFK Jr., então ele. Gostaria de conhecer JFK também, mas apenas para ir para uma refeição. São cinco? Se não, Jackie O. Eu adoraria ver meus avós também, mas sim, é isso. Apenas umas 10 pessoas casuais que estou citando. Bem, então isso é tudo o que eu tinha para você, então vá aproveitar o seu dia. Obrigado.


GILGEOUS-ALEXANDER: Vou fazer. Muito obrigado.


KARDASHIAN: Claro. Obrigado por todos começarem. E se tiver mais alguma coisa que você quiser que eu te pergunte, me avise, mas isso é super legal porque a revista Interview é um dos meus faves. E sinto que tudo é apenas o começo para você, Shai. Estou muito animado por você.


GILGEOUS-ALEXANDER: Sim, eu também.


KARDASHIAN: Tchau.



 
 
 

Atualizado: 25 de out. de 2023

Escrito por Krysta Hawkins/VOGUE TEEN

Música de Nipsey Hussle

Lembro-me do momento exato em que li as notícias. Calafrios subiram minha espinha e lágrimas escoraram pelo meu rosto. Eu imediatamente rezei: "Senhor, por favor, que isso seja falso." Esta foi uma linha que eu recitei várias vezes enquanto meu corpo estava em completo choque e não podia configurar mais nada a dizer.

Foi há um ano atrás que o rapper e humanitário Nipsey Hussle foi tirado de nós, e seria uma mentira se eu dissesse que lidar com essa perda tornou-se mais fácil desde aquele momento até o último ano que se passou. No entanto, o falecido rapper solidificou um legado que viverá para sempre, e sou grato por sua música; o bastão que eu sempre vou levar na minha maratona.

Sempre parece um encontro espiritual quando ouço a música do Nipsey. Eu sou originalmente de Compton e cresci lá, cerca de 15 milhas de Crenshaw, onde Nipsey nasceu e cresceu. Durante os tempos mais sombrios da minha depressão, sua voz me lembra que minhas circunstâncias não ditam meu futuro. Suas letras me motivam a perseguir meus imensos sonhos, apesar da pequena cidade em que atualmente resido.

"Dedicação, trabalho duro mais paciência", Nipsey canta em sua música "Dedication", com Kendrick Lamar. "A soma de todo o meu sacrifício, eu estou feito esperando. Eu terminei de esperar, disse que eu não estava brincando. Agora você ouve o que eu estava dizendo. Dedicação."

Eu vim para descobrir que motivação e aspiração são maiores do que você - eles residem na fé invisível. Até que o centro comercial de Nipsey na Avenida Slauson foi lacrado para reconstrução em Agosto, os fãs ainda se reunem para a comunhão e para prestar homenagens. Por toda Los Angeles, há murais que homenageiam Nipsey, e sua música pode ser ouvida enquanto dirige.

Mas o lirismo não foi o único atributo que fez de Angeleno, de 33 anos, uma lenda. Nipsey estava usando sua fama para reviver Los Angeles, uma cidade que, ao longo dos anos, sofreu com o deslocamento da prova de conceito por causa da gentrificação, sem-teto e falta de oportunidades econômicas para os jovens. Foi isso que distinguiu Nipsey de outros rappers — ele não apenas fez rap sobre o quanto amava sua cidade; através de suas ações e sua fundação, ele estava construindo.

Em parceria com o empresário David Gross, o Nipsey abriu a Vector90, um espaço de coworking e organização dedicada a apoiar jovens empreendedores e pequenas empresas. Ele também havia lançado Too Big to Fail, que deveria servir como um laboratório STEM para "construir uma ponte entre o Vale do Silício e a cidade do interior" ensinando habilidades de codificação e ciência; Nipsey pretendia ter centros em todo os EUA.

Como defensor da justiça social e da igualdade para os afro-americanos, estou constantemente procurando maneiras de fazer a minha parte na luta. Em canções como "Face the World" e "Real Big", Nipsey nos dá "jogo livre", experiências e rotas a seguir para quebrar sistemas de opressão e pobreza. Considero-o um Robin Hood moderno, retomando o que era seu por direito e investindo em seu bairro. E eu acho a paz em saber que seu objetivo de fazer a diferença superou as ruas do Centro-Sul.

Em fevereiro de 2019, quando Nipsey não levou para casa o prêmio de Melhor Álbum de Rap no Grammy, fiquei decepcionado e senti que ele não recebeu seus devidos elogios. Mas é claro que foi o próprio Nipsey que observou: "Quando é a sua hora, é a sua hora."

Apesar da perda do Grammy, o rapper de trapos a riquezas continuou a manter seu "código", moldando sua arte em torno de sua realidade. "Racks in the Middle" e "Higher" são registros pessoais que detalham eventos vulneráveis em sua vida, incluindo a perda de seu parceiro de negócios e amigo de infância Stephen "Fatts" Donelson, e a luta de sua avó para conceber crianças.

A habilidade de Nipsey de usar o rap como uma saída para contar sua história acabou lhe valendo o maior reconhecimento na música: Na 62ª Entrega Anual do Grammy, a família de Nipsey aceitou dois prêmios em seu nome - Melhor Performance de Rap e Melhor Performance de Rap/Cantado. Mesmo com a morte, seu sucesso persiste em mostrar aos seus fãs que a maratona continua.

As realizações de Nipsey não param por aí. Seu álbum de estreia, Victory Lap, foi platina, e sua produtora, Marathon Films, tem um documentário sobre os trabalhos que está em negociações de produção com Ava DuVernay através da ARRAY.

Ver o sucesso de Nipsey enche meu coração de alegria e me dá o encorajamento que preciso para me manter firme para alcançar meus objetivos. Embora fosse uma celebridade, ele permaneceu acessível como um herói local. Foi um privilégio vê-lo brilhar. Ele era maior que a vida, mas ainda modesto e humilde. Ele era uma figura tão impactante para os millennials, e continuarei honrando seu legado seguindo suas palavras, recitadas por sua parceira Lauren London.

"O jogo vai testar você, nunca dobre. Fique 10 dedo para baixo. Não é em você, está em você, e o que está em você eles não podem tirar."

Obrigado, Nipsey.

 
 
 
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