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  • 29 de jun. de 2024
  • 8 min de leitura

Análise do episódio 12: 'Dia do Draft' da Temporada 6 de 'All American'

Depois de um frescor no episódio anterior com a peça teatral sobre 24 horas de Shakespeare, 'All American' volta ao seu arco principal à medida que cresce as tensões para o Draft da NFL.


Spencer e Olivia abrem as cenas com a expectativa de qual time irá recrutar ele. A conversa elucida brevemente como funciona o Draft da NFL, onde os piores times tem preferência nas escolhas para recrutar os jovens universitários, justamente para que eles ganhem bem financeiramente e se tornem o rosto da franquia para que se construa uma equipe sólida e forte ao redor do calouro.


Com isso vamos à Crenshaw com a família James reunida, e, assim como a senhorita Grace, somos surpreendidos por uma postura exuberante que não condiz muito com Spencer: ele presenteia sua mãe com um super carro. O brilho emocionado nos olhos de Spencer ao pedir para que sua mãe aceite o presente traz o valor sentimental da atitude.


Mas ainda sim, gastar com compras luxuosas sem sequer ainda ser draftado é um erro bobo que não se esperava de Spencer James, que sempre foi comprometido com o profissionalismo. Mas como dito na linha anterior, a emoção toma conta dele quase que de forma genuína, querendo agradecer a lealdade aos que sempre o ajudaram.


Embora a atitude seja linda, Eric - enfim, apareceu e na hora certa - percebe ao ser também presenteado com um relógio dourado 'melhor que seu apartamento', que Spencer está cometendo um erro ao gastar dinheiro que ainda não tem, e entrega conselhos valiosos sobre chegar tão perto e não conseguir o resultado esperado.


Em Beverly Hills, é muito bom vermos capa e cores do livro do Billy Baker construído pela Olivia quando é mostrado à sua mãe e Jordan. Mais ainda, torna-lo este, apenas o primeiro de uma série com lançamentos recorrentes dos ensinamentos do ex-treinador. Ainda que tudo dependeria do quanto as pessoas iriam gostar deste primeiro.


Já Ash continua sua saga de encontrar o que fazer depois da saída de Montes da Coastal. Após ser ignorado na passagem rápida do treinador Edison nos corredores da sede, Ash conversa com Jaymee que pede para que seu amor mostre seu valor para o novo treinador. Em um primeiro momento em que Ash volta até lá e abre seu lugar de fala mostrando sua capacidade, e depois entrega a prancheta com detalhes minuciosos sobre os jogadores da Coastal, havia passado a impressão para nós que o treinador teria gostado da idéia.


Até nos darmos conta que sua prancheta estava no lixo horas depois.


Enquanto Layla e um bobo alegre, Jordan trocam passos de danças para o grande casamento que, aparentemente, está prestes a acontecer. No meio disso, ela dá um propósito ao noivo: definir quem será seu padrinho. O que deixa em uma situação desconfortável e com razão. Escolher Spencer ou Asher seria difícil para qualquer um.



Vamos voltar aos primeiros episódios desta temporada agora antes de continuar a análise neste ponto. O treinador Boone, que sempre foi brutalmente honesto, em um papo rápido com Spencer, havia avisado que quando se chega a elite, mais especificamente à NFL, você é tratado como uma mercadoria e que o jovem precisa aprender a lidar com isso.


Mais de dez episódios depois e Spencer ainda não entendeu que, embora tenha discordado ao método que os entrevistadores abordaram questões e a pressão psicológica em que são submetidos os jovens calouros, tem que se seguir à risca a agenda que a organização impõe, mesmo com todos os problemas nisso.


Grandes ligas como NFL, NBA, MLB impõe essa regra universal para jovens calouros.


Quando Spencer rechaça a ideia, por mais que tenha o compromisso de estar presente para sua namorada no lançamento do livro, de estar presentar em um almoço corporativo, isso passa uma mensagem para os proprietários das equipes.


Spencer à essa altura deveria estar comprometido com o que a Liga quer que seja feito. Isso é o diferencia o profissionalismo dele com o do Jordan. Spencer estar para ser draftado por sempre estar focado em chegar lá, Jordan acabou por preferir estar com sua namorada. Essa é a hora do sacrifício em prol de algo maior.


Eric foi enfático ao dizer que não será bom se ele não estiver lá, mas Spencer já revoltado com tudo que passou no NFL Combine, com todo o cronograma que lhe é exigido, optou por não seguir o conselho mais uma vez. Boone avisou lá atrás e agora é o Eric.


Quando Spencer vai embora, Eric avisa para Coop o que definiria o episódio: Tudo o que é preciso para que ele caia no Draft, é que um desses proprietários pense que ele não se importa.


Em um raro momento de lucidez, Jordan conversa com Spencer e conhecendo-o bem, evita falar sobre a possibilidade de ser padrinho no casamento dele. Não porque não o queira, mas por entender que o Spencer vive em um grande momento de pressão agora, com um cronograma apertado e que se tornaria ainda mais caso ele tivesse que tirar um tempo para assumir o compromisso de não só estar em seu casamento, como organizar as coisas como um padrinho faz, e Jordan entendendo instantaneamente isso, anula a ideia em sua cabeça.


Já na sessão de autógrafos do livro, embora não tenha ficado claro qual expectativa que a Liv teve de quem iria comparecer, já que o livro é infantil e não houve nenhuma linguagem para esse público em sua divulgação, e o episódio em todo o momento não deixou claro isso, deu início à decepção de Olivia. Apenas amigos e familiares estavam ali.


Até que Spencer estala os dedos e vários repórteres chegam - em um primeiro momento, pensamos que fossem pessoas interessadas na Olivia, até o Eric aparecer no fim da fila - para jogar holofotes no Spencer segurando um livro do seu antigo mentor. A idéia não pareceria tão ruim se de alguma forma fosse direcionado isso a Olivia, mas ela nem sequer foi selecionada para fotos e sim uma criança qualquer 'emprestada' para a ocasião, o que deixaria Spencer irado.


Tão irado que o Spencer, de maneira irresponsável, quando Coop o chama para o próximo evento diz que "não está tentando ouvir nada do que o Eric tem a dizer", ou seja, a construção do castelo de areia que Spencer estava construindo com toda suas decisões erradas sobre o comprometimento com a NFL ia ganhando forma.


E continuou com Spencer confrontando Eric, que ainda continuava em tom passivo e alertando sobre atletas que estragaram seus sonhos fazendo uma coisa estúpida, e lá se vai Spencer dispensando o agente e quase o demitindo.


O castelo de areia estava pronto, era só esperar agora, porque segundo Spencer, "seu histórico fala por si só", não precisa fazer mais nada.


Continuando seu raro momento sensato na temporada, Jordan conversa com Asher ainda na livraria, buscando entender como o amigo está, sua situação na Coastal... e reconhece como ele está em um momento que é preciso de afeto, dizendo que ele "é todo coração".


Mais tarde, com a frustração das ideias de Ash para o treinador Edison, a conversa continua, indo para um lado nostálgico das coisas. E com toda as incertezas que um casamento trás, Jordan reconhece a boa conversa com o amigo e sabiamente, define que será Ash seu padrinho.


Já em casa, Layla e Jordan discutem os planos do casamento com ela pensando em todos os detalhes minuciosos, como se os cotovelos vão se tocar quando os convidados estiverem na mesa. Quando Jordan tenta pensar no "pós-casamento", Layla foca sua energia e o traz para o casamento e nada além disso. Até posteriormente, ela enfim dar ao Jordan alguma segurança sob o pós-casamento, dizendo que já encontrou uma casa e que quer ter filhos.


Com a chegada do grande dia, Coop conversa com Spencer sobre o excesso de cuidado que o Eric têm tido para ajudar Spencer com a NFL, e é estranho como ele rejeitou o título de empresária que ela auto se dominou de maneira tão fria. Ela sempre esteve envolvida com uma luz profissional das coisas.


A transformação da Coop nesta temporada é incrível.


Continuando o 'momento meninas' depois de brevemente se chamarem de irmãs, Layla consola Liv com sábias palavras após o fracasso épico da sessão de autógrafos do seu livro. Lembrando a ela onde está a essência do que porque que ela escreveu o livro: para homenagear seu pai e repassar seus ensinamentos, como pai, mentor e mais que isso, ajudar crianças. (Nem tão crianças assim né)


Mas foi o suficiente para que desse um 'start' sobre para quem ela deveria falar: realmente para os baixinhos. E nada melhor do que falar para as crianças de Crenshaw, onde formação de caráter salva vidas em ambientes mais vulneráveis.


A resolução de Asher ao conseguir uma vaga com a viúva do Treinador Montes, a também treinadora Montes enfim trouxe a paz que ele precisava. Mantendo-se empregado primeiramente para sustentar esposa e filho, pois o personagem evidenciou isso a todo tempo, para depois combinar suas habilidades analíticas com o lugar onde cresceu: Beverly Eagles.


Dia de Draft!


Spencer chega com sua mãe no tapete vermelho para dar início ao Draft da NFL, mas o que se nota de fundo com a entrada de Dylan, Coop e Eric, é a expressão do último enquanto está atento ao seu celular, único pelo qual não tem um sorriso naquele momento.


Mas estamos só começando e aquela altura, todos já sabíamos - ou pelo menos achávamos que sabíamos - que as coisas aconteceriam de maneira positiva. Com todos a postos em sua mesa, Olivia chega para apoiar seu namorado Spencer e lembra-lo de ser quem é antes de começar de fato o Draft.


Embora não pareça tão pouco tempo, os últimos 5 minutos do episódio foram os mais longos e agonizantes de toda a temporada.


Estamos na vez de St. Louis escolher o seu universitário, onde a expectativa era a escolha óbvia de Spencer James - ok, acho que ninguém aqui imaginou que isso fosse dar errado.


E deu.


Cara, não esperávamos.


Para indignação de todos. Menos do Eric, que se retira da mesa quando questionado pela Coop sobre o que pode ter acontecido.


Porque o St. Louis deixou de lado o que poderia ser o melhor Wide Receiver do Draft? Perguntou o apresentador. Nos fizemos a mesma pergunta.


Enquanto a avalanche começava a se formar, todos os espectadores, incluindo nós, esperamos por uma resolução com um outro time, assim como Jordan e Ash que trocavam informações sobre as possibilidades que ele teria sem St. Louis disponível agora.


Na sétima escolhe, San Diego era o Plano B aparentemente, porém....


Fecharam com outro.


Ok Ash, também acreditamos que em Oakland vai né...


Só que aquela altura Spencer já cogitava a possibilidade de não ser draftado no primeiro round.


Para quem acompanha as ligas americanas, como nós, falando de maneira bem grosseira, os números de escolha não é tão relevante assim, é importante sim estar no primeiro round, mas isso não define tudo. Mas para entender melhor, é como dito lá na abertura do episódio: quanto mais cedo escolhido, mais bem pago você será e mais chances você tem de jogar e ser o astro do time. É a pirâmide inversa, onde os melhores times têm as ultimas escolhas, mas as últimas escolhas geralmente não cabem nos melhores times, isso não é nada bom.



E eis que a avalanche de times recrutando outros jogadores e não Spencer James começa e destrói completamente todo o castelo de areia que Spencer construiu com sua total irresponsabilidade ao longo do episódio.


E como se não bastasse, a última escolha do Draft — que sim, achávamos que esse seria o maior plot twist da série e ele seria escolhido - Wade Waters, sim aquele Wade, foi selecionado pra última escolha da primeira rodada.


A mensagem é clara: sem trabalho duro e sem seguir os conselhos de quem está mais preparado, você fracassa.


Agora, resta aguardar a segunda rodada do Draft.


--

Nota: 10 (Melhor Episódio da Temporada!)


O que você achou do episódio?


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Quremos saber.

 
 
 

Por James Herbert/CBS SPORTS NBA


Na metade do jogo 3 das finais da NBA, o Boston Celtics teve problemas. Luka Doncic e Kyrie Irving, astros do Dallas Mavericks, balançaram as redes para somar 37 pontos. Daniel Gafford e Dereck Lively II, os protetores de aro dos Mavericks, estavam protegendo o aro. O retináculo medial rasgado de Kristaps Porzingis, uma lesão extremamente incomum na perna, se aproximou: o camisa 7 foi afastado, diminuindo a margem de erro de Boston.


Os Celtics perdiam por apenas um ponto e tinham uma vantagem de 2 a 0 na série, mas sabiam que começar mal o segundo tempo poderia dar vida a Dallas.


Horas antes, Joe Mazzulla, seu treinador amante de jiu-jitsu e MMA, havia dito a eles que, quanto mais perto você acha que está de vencer a luta, mais perto você está de "ter sua bunda chutada". Ele levou o ponto para casa com clipes do UFC, que, por mais violentos que fossem, certamente fizeram uma exibição mais agradável do que revisitar o Jogo 4 das Finais de 2022, no qual eles estavam em vantagem de cinco no intervalo contra o Golden State Warriors com uma oportunidade de ampliar por 3 a 1 antes de Stephen Curry pegar fogo e seu ataque cair por terra.


Se aquele terceiro quarto foi um teste para o título de Boston, a equipe acertou em todas as partes. Rápidas inversões de bola, espaçamento inteligente e cortes oportunos desviaram a defesa de Dallas. Os Celtics geraram imagens de alta qualidade em suas primeiras nove posses ofensivas e marcaram em oito delas. Desesperados, os Mavericks foram para a zona de 2 a 3. Depois, tentaram o small ball. Nenhum dos dois funcionou. Xavier Tillman, terceiro ou quarto pivô de Boston, bloqueou Doncic em uma troca e mandou pra longe. Indo para o terceiro quarto, Boston liderava por 15.


Mesmo sem Porzingis, foi Boston no seu melhor: jogando com ritmo e propósito de um lado, não cedendo nada fácil do outro.



Agora que os Celtics conquistaram seu 18º título, essa reta final - e sua vitória no Jogo 5 na segunda-feira, que se seguiu a uma derrota no Jogo 4 e contou com vários surtos semelhantes - pode ser vista como o culminar de anos de trocas, ajustes, provações e tribulações. Cada um também pode ser visto como uma resposta direta à pressão que Dallas estava colocando sobre eles.


Após o jogo 3, Jayson Tatum disse ao Bleacher Report que perder para os Warriors em 2022 foi "a pior sensação de todos os tempos" e que a offseason que se seguiu "foi o pior verão que já tive". Tatum prometeu a si mesmo na época "que, se eu voltasse às finais, literalmente faria o que precisasse para garantir que tivéssemos um resultado diferente". Em sua coletiva de imprensa pós-jogo, Mazzulla creditou sua equipe por reconhecer como os Mavericks foram criados, criar vantagens e capitalizar a indecisão - e por fazer tudo isso rapidamente.


"Encontramos a primeira leitura, o estrondo, ali mesmo, e conseguimos seis, sete, oito vezes seguidas", disse Mazzulla. "Se você perde o primeiro, é um pesadelo conseguir um segundo e um terceiro, e é aí que você acaba tomando alguns arremessos que não quer tomar."


Como evidenciado pelo fato de que eles precisaram de alguns heróis no final do jogo naquela noite e perderam o jogo seguinte, os Celtics não encontram esse tipo de fluxo em todas as posses ofensivas. Ninguém o faz. Sempre que perdiam o pé, porém, roubavam a si mesmos. Para Mazzulla, isso ocorre porque Boston construiu um senso coletivo de autoconhecimento. Quando os Celtics ou seus adversários estão em uma corrida, eles não apenas sentem o ímpeto mudando, eles entendem o que, em termos de processo, levou a isso.


"Você só precisa resolver problemas constantemente ao longo do jogo", disse Mazzulla. "Você tem que se perguntar por que cada posse. Por que isso aconteceu? Por que isso aconteceu? Foi disso que conversamos? Não foi?"



Apesar de todo o papo sobre Boston bater em times inferiores e sem opções suficientes nos playoffs, faltou Porzingis durante a maior parte desta corrida e nunca foi capaz de se posicionar como um azarão, de qualquer maneira. A iteração deste ano foi perfilada como um rolo compressor de mão dupla a partir do momento em que Jrue Holiday chegou em outubro. Já tendo adquirido a Porzingis, o front office de Boston cercou suas estrelas com mais rodagem... e mais tamanho, mais zagueiros alternáveis, mais jogadas de segundo lado, mais válvulas de segurança.



Ter talento de calibre de campeonato, no entanto, não garante nada. Na temporada passada, os Celtics tiveram o melhor saldo de pontos da liga durante a temporada regular, mas perderam nas finais de conferência para o Miami Heat, oitavo cabeça de chave, e esse nem foi seu resultado recente mais decepcionante em relação às expectativas. Nas últimas semanas, Irving teve muito a dizer sobre seu breve mandato em Boston, mas nada resumiu melhor a equipe de 2018-19 do que Tatum dizendo em janeiro: "Essa merda foi terrível".


Esses celtas, em teoria, tinham mais do que o suficiente de tudo, mas eram muito menos do que a soma de suas partes. A derrota terminou com quatro derrotas seguidas para o Milwaukee Bucks na segunda rodada; várias vezes, Irving tomou a curiosa decisão de pegar Giannis Antetokounmpo na defesa. Em um ponto durante a temporada, o armador Terry Rozier disse que a equipe era "talentosa demais". Ninguém jamais descreveria o grupo de 2023-24 dessa forma, mesmo que seu elenco tenha mais quatro aparições coletivas no All-Star e duas aparições coletivas no All-NBA do que Boston fez em 2019.


A diferença não é apenas que Tatum e o MVP das Finais, Jaylen Brown, amadureceram e melhoraram, embora tenham inequivocamente o feito. É que este é outro tipo de supertime. Como Mazzulla lembrou os Celtics em um jogo 4, eles desgastam os adversários atacando incansavelmente seus pontos de pressão, movendo a bola e criando confusão. Qualquer jogador pode dizer que ele simplesmente tenta fazer as leituras certas e suas tentativas de chute variam de acordo com os confrontos, esquemas, etc., mas quando um time realmente joga dessa maneira, é poderoso. Se Porzingis ou Holiday têm uma vantagem no confronto, Boston a explora. Se a defesa não consegue parar o jogo de dois homens de Tatum e Derrick White, Boston explora isso.


Os Celtics abordam a defesa da mesma forma. Se houver um não-arremessador na quadra, eles se certificarão de que a ofensa adversária o sinta. Eles lutam por pequenas arestas, não reagem demais a golpes difíceis e não têm medo de jogar de forma não convencional. Pela primeira vez em sua carreira, Holiday, um dos melhores defensores de ponto de ataque da liga, regularmente se viu protegendo caras que não estavam iniciando o ataque. Às vezes, seu trabalho era comunicar coberturas e explodir ações como um defensor de ajuda. Às vezes, ele estava com nomes como Antetokounmpo e Joel Embiid.


"Só tem que ter a mente aberta", disse Mazzulla a repórteres no domingo. "Cada jogo ganha vida própria."


Pode-se aprender bastante sobre a NBA em 2024 observando como Boston se desfez de Dallas. Como seus armadores trabalharam o ponto de dunker, rastrearam alas, se deslocaram para linha de três e chegaram a bloqueios e rebotes oportunos. Como bate interruptores com deslizes e rejeições. Como acabam com mudanças rapidamente, como manipulam as marcações. Como, de todas as maneiras imagináveis, fez Doncic trabalhar. Os recém-coroados campeões da NBA são uma potência elegantemente construída, cheia de adultos que estavam prontos para fazer o que seu treinador maluco lhes pedisse. Quando chegaram às finais, tinham todas as respostas.



 
 
 
  • 14 de jun. de 2024
  • 6 min de leitura

Análise do episódio 11: 'Próximo Episódio' da Temporada 6 de 'All American'

Antes de darmos o próximo passo, precisamos encerrar o ciclo anterior.


É isso que 'All American' faz neste episódio com resoluções importantes nas vidas de seus personagens, deixando um pouco de lado o futebol americano.


E nada melhor que voltarmos os olhos para Crenshaw - sempre que os episódios são centrados naquela escola, boas coisas saem dali. Dessa vez, somos convidados a acompanhar a apresentação e toda uma licença poética para acompanhar Romeu & Julieta e seus monólogos Shakesperiano que confessamos, sabemos pouco.


Mas o que nos deparamos mesmos é com Preach, que passa a ser ofuscado em grande parte do episódio enquanto se concentra em ser o pai super protetor que não aceita o namorado da filha Amina - que bom vê-la já grande e estudando lá - proporcionando até um momento cômico ao evitar que ela beije, sem sucesso, o garoto durante a peça.


Também somos apresentados ao Khalil, que demonstra toda sua casca e vivência das ruas como nos personagens de gangues apresentados nas primeiras temporadas, quando logo lhe é forçado a desligar o celular e entrar na sala de aula.


Se para uns, é preciso reservar tempo para desfrutar de momentos, Coop inicia o processo de correr contra ele após ouvir da Laura que, um acordo não fechado indica um sinal de caso sólido para a parte que o rejeitou, que é o caso da Miko, colocando ainda mais pressão sobre o aguardado julgamento.


Para os casais, o tempo era de viajar... mas antes acompanhamos o primeiro momento constrangedor do episódio de Jordan e Layla, que ambos receberam um email do resort confirmando que há uma data disponível para o casamento deles, mas ambos desconversam e postergam o assunto. Coisas que naturalmente muitos casais passam.


E quem nunca se antecipou à algo achando que era o dia e hora certa? Normal né.. Jordan reuniu os casais para ir a Tulum, mas o erro dele nos levou a Itália.


Spencer levou a namorada e o casal Baker-Keating para Crenshaw para fazer perceber que Verona também é romântica, pelos menos hipoteticamente, arrancando um tapa engraçado da Liv sob ele.

Não sabemos vocês, mas é melhor Verona do que a cabana como disse Layla - não que a cabana seja ruim, ao contrário, os melhores episódios da série têm muito do grande sítio que pertence a família de Spencer James, mas lá é o Santo Graal. Quando os casais vão para lá, a garantia de que o episódio vai entregar já é percebida só pelo trailer e por isso que esse triunfo não deve ser usado muitas vezes e já o tivemos nessa temporada.



Se havia um tempo errado para as coisas...era Laura Baker ir a um encontro. Era o dia do julgamento da Patience, ela esteve envolvida em todo o processo, era claro que ela não ficaria em paz com isso. Adiciona isso ao fato de ela visivelmente não estar pronta para dar o próximo passo, insegura sobre seguir em frente sem Billy Baker e como não se via bonita o suficiente, e nem preparada o suficiente para ter uma simples conversa com alguém. Não a toa, o ponto alto do desastre que ela se encontrava psicologicamente com tudo foi estar o tempo todo com o celular na mão acompanhando o julgamento. E na tentativa de recomeçar uma conversa com Luke, ela embolou uma pergunta na outra e a tragédia cômica estava no ar. Ajude-a!


Quando um casal está em um tempo mais maduro da relação e já passaram por tanto obstáculos juntos, ouvi-los sobre o melhor momento para as coisas é uma decisão certa, assim como fez Layla e Jordan. Eles queriam lidar com o email do resort falando sobre o casamento deles, quando resolveram se abrir com Olivia e Spencer. Mas no que foi o segundo momento constrangedor do episódio, Layla e Jordan foram um completo desastre na tentativa de tocar no assunto, postergando mais uma vez a resolução do problema.


A trama neste episódio é bem costurada para tratar sobre o tempo certo das coisas. Se você não estiver preparado para dar o próximo passo, nunca conseguirá lidar com o que vêm pela frente. Outra coisa comum em muitos pais, principalmente pais tão jovens como Asher e Jaymee, o centro das atenções ser o bebê. Muitos casais não conseguem mais ter uma intimidade a dois e se perdem no processo de se reconectar. Asher e Jaymee elucidaram esse momento embaraçador tão bem nesse episódio, desde o cancelamento da viagem até a sobremesa final! rs Com destaque mais uma vez para Olivia Baker, que dá um conselho sábio para Asher sobre como resolver o problema de desconexão entre casais. Mais pontos pra personagem!


Em Crenshaw, Khalil e Deion, que descobrimos que eram amigos, que jogavam futebol juntos, chegaram as vias de fato por problemas mal resolvidos. Tivemos que nos esforçar um pouco para tentar ligar isso ao Shawn como Spencer fez. Não vimos tanta semelhança assim, mas como Spencer sempre é franco em suas palavras, ele viu essa conexão e trouxe isso para Deion, que parece mais como Spencer para tratar suas vulnerabilidades.


Por outro lado, a rejeição de Khalil em resolver problemas com Deion mostrou que ele ainda está preso na sua casca e não conseguimos ver realmente suas intenções naquele momento. Quando ele diz.. "Vocês o têm"... parecia como, vocês já tem ele, para que precisa de mim? Ou, vocês tem ele, não precisa de mim, eu fico com a minha dor já que vocês não percebem.


Mas como disse Spencer, o show tem que continuar.


Para todos.


Cooper chega ao fórum após ouvir a discussão literária de Spencer e Preach com uma brilhante ideia. Além claro de fazer uma metáfora cirúrgica entre o sistema judiciário e a máquina automática de salgadinhos: ambos com dinheiro, se consegue a liberdade. Fato.


Durante todo o curso do processo, Cooper nos apresenta sua inconformidade com audácia e sagacidade ímpar, como visto neste episódio ao falar com os pais e advogados da Miko.


Constrangida com o clima que ela mesmo criou, Laura ouve as amigas Grace e Denise chegar para socorrê-la. Mais do que isso, elas o fazem enxergar que o cavalheiro ainda esteve presente, foi muito educado com elas e que valeria apenas 'um' encontro, tirando toda a pressão dos ombros da Senhorita Baker sobre dar o próximo passo.


E se você ganha um ângulo conotativo à Romeu & Julieta, como não dar o próximo passo? Jordan e Layla enfim, resolveram o impasse do casamento.

Resta saber até quando.


O que foi resolvido em definitivo é o julgamento da Miko, que aceitou o acordo de cumprir pena pela redução grave dos crimes cometidos e trazer paz de espirito para Patience, que até falou em se mudar - caso a Cooper não resolvesse, não com essas palavras óbvio, mas foi como ela absorveu para resolver. E logo revelou claro o que já sabíamos: o namorado da Jalissa era encenação teatral inspirada em Hamlet. Genial!


Primor também foi a atuação de Spencer James durante a peça. A respiração ofegante entregou a encenação de um homem no fim da vida com uma performance digna de aplausos ao futuro astro da NFL.


Por fim, algo característico da série é transmitido após a marra de Khalil se cair por terra ao se desculpar com Deion no fim da peça teatral.


Durante toda a série somos apresentados por personagens, principalmente masculinos, que expõem seus sentimentos, suas vulnerabilidades, seus erros, suas inseguranças sem nenhum tipo de machismo. Homens fortes que têm como seu coração o seu guia, o que dificilmente é visto hoje em dia. O frescor que a série traz com esses personagens é quase outra realidade. Claro, tudo é centralizado pelo coração enorme do Spencer James, e como efeito manada, as pessoas ao redor acabam por desarmar suas armaduras sempre quando é preciso.


Isso é o que cativa tanta gente à assistir a série.


O final poético de um episódio trabalhado em Shakespeare não poderia ser diferente, um belo recital de Spencer à pedido de Olivia encerrou o episódio marcando o fim de um ciclo para o personagem antes de entrar na NFL.


Assim como vemos Laura, Jordan e Layla, Patience e Coop prontos para o próximo episódio da suas vidas.


Nós também


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NOTA 8.5/10


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